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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Núcleo Museológico da Cabreira

As férias estão á porta, por isso deixo aqui uma sugestão: ir visitar o Núcleo Museológico da Cabreira, que se encontra no edifício da antiga escola primária, junto à ponte nova. Vá ter com o Sr. Raul Neves, que vive também junto à ponte, ele terá todo o gosto em lhe mostrar o museu.
O museu retrata a vida e os ofícios de antigamente que havia na freguesia do Cadafaz, vale a pena ir visitar.
Deixo aqui uma pequena amostra do que poderá ver.









































terça-feira, 29 de março de 2011

Censos sobre a população da Freguesia de Cadafaz

Neste momento andamos todos às voltas com o preenchimento e a entrega dos Censos 2011, por isso fui pesquisar sobre os que já foram publicados. A Freguesia do Cadafaz tem diminuído drasticamente de população nos últimos 50 anos. Aqui fica o que encontrei:

Censos da população do Cadafaz e Freguesia:
Do «Cadastro da População do Reino, de 1527: (1)

Cadafas (Cadafaz):  9
Reluas (Relvas):  4
Carreyra  (Cabreira):   5
Serradinha (Sandinha):   2
Capello:   2

(1) Cadastro da População do Reino, publicado por Dr. José Maria Telo de Magalhães Colaço, Lisboa, 1929. São as actas referentes a parte da Beira e Entre Tejo e Guadiana.

Em 1950 indica que a freguesia de Cadafaz tinha 1.007 habitantes

Ramos, Mário Paredes, Arquivo Histórico de Góis - 1956, Livro I, Reimpressão integral promovida pela Câmara Municipal de Góis, 1999, p.38

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A população da Freguesia de Cadafaz no recenseamento de 1876 era de 1.164 habitantes.

Agostinho Rodrigues de Andrade, in Diccionario Chorographico do Reino de Portugal, População do Distrito de Coimbra segundo o recenseamento de 1876, Coimbra Imprensa da Universidade 1878

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Censos na Freguesia de Cadafaz:

Ano de 1527: 27 habitantes
Ano de 1864: 1.099
Ano de 1878: 1.108
Ano de 1890: 1.019
Ano de 1895: 1.142
Ano de 1900: 1.081
Ano de 1920: 1.061
Ano de 1940: 1.110
Ano de 1950: 1.007

Ramos, Mário Paredes, Arquivo Histórico de Góis - 1956, Livro I, Reimpressão integral promovida pela Câmara Municipal de Góis, 1999, p.40

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Censos na Freguesia de Cadafaz:
Ano de 1960 – 897
Ano de 2001 – 283

in http://cultura.portaldomovimento.com

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Últimos preparativos para o Bodo

As castanhas

Meio alqueire de castanhas

Foi no sábado, dia 22, que as castanhas foram cozidas na Casa de Convívio do Cadafaz, foram divididas por duas panelas e um tacho, coube ao mordomo José António Gomes de as cozer.

As castanhas piladas





                                                                                     A colocar na panela




A colocar o sal

                                                                              A mexer as castanhas


                                                                As panelas e o tacho já ao lume

Porque este serviço ia ser demorado, como se verificou que durou pelo menos 2 horas e meia para que todas as castanhas estivessem bem cozidas. Um pequeno grupo foi fazer companhia ao Zé António.
Houve tempo para dois dedos de conversa:  


                                                      Eu, o Mário Neves e o Sr. Virgílio Lopes

e para umas anedotas:

O Sr. Virgílio a contar uma ao meu marido, Filipe.

de vez em quando era preciso verificar se as castanhas tinham água que chegassem:



Aqui é preciso mais água, dizia o Zé António, lá íamos nos busca-la.


                                                                       As castanhas a cozerem

Por fim, a última panela estava pronta:

                                                         Esta panela é bem pesada!, dizia o Filipe

Quando já estão cozidas é preciso escorrer a água:



                                                                              Já cozidas e escorridas

E colocar as castanhas nas cestas:


As castanhas todas cozidas:



                                                     O Pão


Enquanto o Zé António estava de volta das castanhas, o outro mordomo do Cadafaz Américo Antunes e o Juiz Mário Neves estavam de volta do pão. Era preciso contar todos os pães, para ver se não faltavam nenhum. Ao todo foram contados mais de 1800 pães.



Não perca o próximo post com a entrega do Bodo. 

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Uma nova aposta para Góis Confraria do Cabrito e da Castanha

Em Góis, a castanha passou a constar de uma nova confraria gastronómica, agora associada ao sabor do cabrito serrano. A apresentação pública da escritura e proposta dos corpos sociais, bem como, a entrega do livro da confraria, decorreu no dia 30 de Outubro, no restaurante “Retiro dos Sabores”, em Góis, numa cerimónia que reuniu grande parte dos grupos culturais do concelho e inúmeros amigos de Góis, numa verdadeira manifestação de saber popular.
A ideia surgiu de Casimiro Vicente, presidente da Junta de Freguesia de Cadafaz, e tal como ele próprio afirmou “o homem sonha e a obra nasce”. Por isso, a 9 de Novembro de 2009, em Coimbra, foi efectuada a escritura pública para a constituição da Confraria do Cabrito e da Castanha da Serra do Ceira, com a seguinte comissão instaladora: Casimiro Alves Vicente, Maria de Lourdes Castanheira, António José Madeira Gouveia, Armindo dos Anjos Neves e Carlos da Encarnação de Jesus.
Um ano depois, a confraria mostrou que tinha “pernas para andar” conforme palavras do seu mentor, que propôs então os corpos sociais, conforme lista se segue:
Assembleia Geral
Presidente: Prof. João Alves Simões, Vice-presidente: Eng. Mário Almeida Nunes, Secretario: Maria Helena Antunes Barata Moniz, Vogal: Drª Maria Céu Simões Alves e Vogal: Drª Lisete Matos, Vogal: Alberto Alves.
Direcção
Presidente: Casimiro Alves Vicente, Vice-presidente: Jorge Alberto Alves dos Reis, 1º Secretário: Dr. Filipe Carvalho, 2º Secretário: António Gouveia, Tesoureiro: Carlos Jesus, 1º Vogal: Enf. Victor Marques, 2º Vogal: Henrique Miguel de Almeida Mendes e 3º Vogal: Armindo dos Anjos Neves.
Conselho Fiscal
Presidente: Artur das Neves, Vice-presidente: Valentim Antunes Rosa, Secretário: Maria Emília Gaspar e Vogal: José Reis Antão.
Conselheiros consultivos
Eng. Diamantino Jorge Simões Garcia, Drª Tânia Neves, Dr. Alberto Mateus, Prof. Daniel Neves, Drª Gisela Carvalho, Dr. Victor Manuel Fonseca Duarte, Dr. Avelino Pedroso e José António Vitorino Serra.
Conselheiros Superiores
Drª Maria de Lourdes Oliveira Castanheira, Dr. José António Pereira de Carvalho, Cassiano Alves Bandeira, General Rodolfo Begonha, Dr. António Bandeira Bento, António Pereira Avelino Martins, Dr. Fernando José Santos Barata, Dr. José Leonel Martins Carriço, Adriano Pacheco, Fernando Ribeiro, Armando Gualter Nogueira Campos, Augusto Bandeira e Albano Neves e Silva.
A cerimónia, moderada por Armindo Neves integrou ainda a entrega do livro da Confraria à presidente da Câmara Municipal, efectuada pelo Rancho Folclórico Grupo de Pastores de S. Romão e contou com a actuação de todos os grupos culturais presentes: Filarmónica da Associação Educativa e Recreativa de Góis, Rancho Folclórico de Danças e Cantares da Freguesia do Cadafaz, Escola de Concertinas e Violas de Góis, Rancho Folclórico Serra do Ceira e os Ranchos Folclóricos Sachadeiras da Várzea e Mensageiros da Alegria.
Durante a apresentação pública da Confraria do Cabrito e da Castanha da Serra do Ceira, Maria de Lourdes Castanheira, na dupla condição de sócia fundadora da confraria e de Presidente da Câmara Municipal de Góis referiu ser uma grande honra para o município a criação da confraria e disse que, naquilo que for possível, o município estará disposto para acarinhar esta iniciativa, congratulando-se por também integrar este projecto, que espera venha a ter muitos associados, de forma a levarem a confraria a bom porto.
Julgando estarem reunidas as condições para não ser preciso mais um ano para se voltarem a encontrar, terminou com optimismo “é preciso deitar mãos à obra”.
No final da cerimónia foi ainda servido um beberete a todos os presentes e mais tarde, será marcada uma reunião para eleger os corpos sociais da Confraria, bem como, escolher o traje e aprovar os estatutos da colectividade gastronómica.
Segundo apurou o nosso jornal: o objectivo da confraria é casar os dois ingredientes na mesma refeição, apresentando o cabrito como prato principal e as castanhas como sobremesa.
Em conversa com Casimiro Vicente, soubemos ainda que, o projecto pretende também valorizar os recursos endógenos do território e apostar na criação do cabrito. Para além da rentabilização dos terrenos baldios e dos rebanhos locais, este projecto ajudaria ainda na prevenção e controlo dos incêndios florestais.
Casimiro Vicente, já com uma ideia sobre o traje, defende a representação de um pastor e aproveita para alertar que a confraria, com sede em Cadafaz, precisa também de um espaço na vila de Góis.
Para melhor se compreender, as Confrarias Gastronómicas são património nacional, é a cultura viva, transporta ao longo dos tempos. Quem não se recorda de receitas dadas a conhecer pelos nossos avós. É a cultura passada de geração para geração, esperando vivamente que a cadeia não quebre. As Confrarias Gastronómicas são as sentinelas do enorme e rico património cultural. É a elas que compete zelar pela divulgação e preservação dos bons pratos regionais.
in O Varzeense de 15 de Novembro de 2010

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Stand da Junta de Freguesia do Cadafaz na XVIII FACIG em Góis

Entre os dias 11 e 15 de Agosto de decorreu a XVIII FACIG em Góis. A Junta de Freguesia do Cadafaz esteve representada com um stand, o qual estava muito bonito.
No dia de abertura, dia 11, algumas pessoas da Freguesia e elementos do Rancho estiveram a demonstrar como se fazia antigamente a broa, eu fui uma delas.
Para quem não foi à feira aqui ficam as fotos do stand.











  
Grupo que retratou o modo de fazer a broa à moda antiga:

Raúl Neves, eu, Fernanda Pires, Vera Duarte e Ana Neves
Fernanda Pires, eu, Casimiro Vicente o presidente da Junta e Ana Neves

A Vera junto ao moínho
Eu com as mãos na massa
A minha mãe a tender a broa