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| Bolacha |
Este post é uma homenagem à Bolacha, que nos deixou na quinta-feira dia 21.
Era uma cadela sem raça definida, de pequeno porte, tinha sido dada a minha mãe em Julho de 2009 em Góis, na altura ela tinha 3 meses. Ela depois ofereceu-a ao meu filho, mas ficou com ela no Cadafaz.
Era perto das 17h30 quando a minha mãe me telefonou a dizer que a Bolacha estava a morrer. A morrer como? Foi atacada pela Sagres e o Bruno, cá em casa.
A minha mãe tinha saído à tarde e deixado a Bolacha presa, como era costume, quando chegou viu os dois cães a atacarem a nossa cadela, mas já era tarde, não a conseguiu salvar das garras dos dois animais. Disse-me que estava muito ferida mas que ainda respirava; liguei logo para a clínica veterinária onde ela tem sido seguida desde que a tínhamos, um médico veterinário foi buscá-la ao Cadafaz e levou-a para a clínica, mas informou logo que não dava nenhuma esperança que ela sobrevivê-se.
Perto das 20 horas recebi o telefonema do veterinário a explicar o estado em que ela se encontrava, disse-me que tinha duas feridas uma delas muito grave no pescoço que tinha apanhado a artéria carótida e tinha perdido muito sangue. Estava a soro iam-lhe dar a medicação apropriada, mas que ela estava em grande sofrimento, que era melhor abatê-la porque não iria aguentar e quase de certeza que durante a noite iria morrer. A muito custo aceitei.
Agradeço à Clínica Veterinária da Lousã a ajuda disponibilizada nesta altura, porque estando longe dos acontecimentos (vivo em Lisboa) foi muito complicado, sentimo-nos impotentes.
É muito triste termos animais e acontecer o que aconteceu, para mais estando em casa e não na via pública. Quando foi atacada ela estava presa, se não fosse isso talvez não teria sido tão gravemente ferida.
A Sagres é uma cadela de grande porte (assim como o Bruno) e foi abandonada pela altura da Páscoa no Cadafaz por caçadores ou não. Desde sempre a Bolacha e a Sagres nunca se entenderam, já no verão por duas vezes se tinham pegado, mas nessas alturas houve sempre alguém por perto que as separou.
O Bruno é o companheiro inseparável da Sagres. Nunca pensei que isto poderia vir a acontecer!
Gostaria que não se voltasse a repetir o que aconteceu com a Bolacha, mas sei que é um pedido impossível, porque tudo vai da consciência das pessoas…
Bolacha obrigado por teres passado nas nossas vidas, ficarás sempre no nosso coração.