sábado, 31 de março de 2012

Exposição Etnográfica no Posto de Turismo de Góis

Está a decorrer, até dia 7 de Abril, no Posto de Turismo Municipal de Góis, uma Exposição Etnográfica na qual o Rancho Folclórico do Cadafaz participa, com a cedência de alguns trajes.
Se estiver interessado(a) em visitá-la vá até lá, se não puder ir, fica aqui uma pequena amostra  de fotografias que o Mário Neves teve a gentileza de me enviar.




Foto de Mário Neves


Foto de Mário Neves

Foto de Mário Neves

Foto de Mário Neves

Foto de Mário Neves

Foto de Mário Neves

Foto de Mário Neves

segunda-feira, 26 de março de 2012

Domingos à tarde

Nos finais dos anos 80, não havia muito com que passar o tempo (não tínhamos Internet, só existiam 2 canais de televisão) era preciso distraírmo-nos com alguma coisa, aos domingos à tarde. Por vezes decidíamos ir tirar algumas fotografias, aqui ficam algumas delas:

Da esquerda para a direita: Fátima Neves, eu, Célia Alves, Cila Nunes e Carlos Alves.


Da esquerda para direita, em pé: Carlos Alves, Fátima Neves e eu. Sentadas: Dina Alves e Cila Nunes.



 Da esquerda para a direita: Fátima Neves, Célia Alves, Fernando Pires e Dina Alves.

sexta-feira, 23 de março de 2012

Mudança de hora



Amanhã à noite, vamos entrar na Hora de Verão,  à 1 hora deve adiantar o seu relógio em 60 minutos.

sábado, 17 de março de 2012

segunda-feira, 12 de março de 2012

Juventude da freguesia do Cadafaz

Esta foto foi tirada nos anos 70 e representam jovens do Cadafaz, do Corterredor e da Sandinha.
Em pé, da esquerda para a direita:
Leonel Henriques, Valdemar Nunes, Carlos Lourenço, Casimiro Vicente, Leonel Henriques, Isabel Almeida Neves,
Agachados da esquerda para a direita: Manuel Lopes, Jorge Vidal, André Gaspar, Cila Nunes, Mila Vidal e Elizabete Vicente Gaspar.

Foto de Cila Nunes

quarta-feira, 7 de março de 2012

União Recreativa do Cadafaz – … FUTURO

Em 1987 a direcção definiu como tarefas prioritárias as comemorações condignas dos 25 anos da colectividade e a reorganização administrativa.
O futuro passará pela colaboração de todos os associados, pois a União Recreativa do Cadafaz será aquilo que os seus associados quiserem.
Um trágico acidente não permitiu que o jovem Pedro Monteiro levasse por diante o seu projecto de organizar e enquadrar a juventude cadafazense nas tarefas de rejuvenescimento e modernização da colectividade e do regionalismo, no entanto a semente foi lançada, a recente constituição do Departamento Jovem é já fruto deste espírito de mudança e o futuro está a passar por aqui…

União Recreativa do Cadafaz, 25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987, Lisboa, 1987

Acaba aqui a história dos 25 anos da União Recreativa do Cadafaz.
Hoje já passaram 49 anos sobre a sua constituição, era bom que a União voltasse a renascer.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Cadafaz em 1951

Foto de José António Martins

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Os veados

Estas fotos foram tiradas no verão passado, pelo meu irmão e representam uns veados que vivem nas serras à volta do Cadafaz.

Foto de Fernando Pires

Foto de Fernando Pires

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Olhares

Olhares de Fevereiro:





sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Folhas Soltas de Cadafaz Por A.Silva

VELHICE – FELICIDADE – TRISTEZA – INSEGURANÇA e, que FUTURO?
Felicidade – porque ser idoso é sinal que apesar de todos os problemas com que se deparou, foi conseguido sobreviver.
Tristeza – porque observando o presente vê em seu redor, ausência de alegria, convivência familiar, inclusive o dom de apreciarem a essência da vida e da natureza.
Insegurança – porque, tanto a nível material como humano a decadência e a agressividade constante, já que a assistência humanitária ou misericórdia cada vez se distancia de quem mais delas precisa.
- Afinal que nos/lhe s reserva o futuro?
Claro que não vou dramatizar recuando ao passado, quando os idosos eram levados para a serra com uma manta apenas (este costume e outros piores podem-se ler na Coleção de Portugal de Perto – Povo Português Vol.10).
Também não vou pensar na época em que as crianças nasciam, viviam e partiam sem qualquer assistência médica. Aqui as mezinhas de família e as do Barbeiro das aldeias, iam atenuando as maleitas, caso contrário o repouso no leito (enxerga) e a companhia dos familiares e amigos eram obras de misericórdia.
Por último, a vinda do Cura encaminhava o enfermo para o seu destino final. Por estranho que pareça estas situações não se passaram assim há tantos anos…
Felizmente que as mentalidades foram aderindo a novos conhecimentos e no caso de doença, embora com os difíceis acessos de comunicação, estradas, carreteiras e atalhos, única ligação entre as aldeias e vila, o certo é que começou a recorrer-se à vinda do médico da vila, sendo apenas necessário enviar a Góis uma pessoa com um cavalo para a vinda e regresso. Recordo aqui o saudoso Sr. Dr. Bernardo, quantas vezes teria feito esse trajeto, e sabe Deus muitas sem receber qualquer valor monetário, devido à pobreza do paciente.
Porém, as zonas rurais começaram a ver uma nova luz com a criação das Coletividades. Foi graças a elas que as vias de comunicação e assistência foram melhorando. Foi pois por iniciativa da Liga de Melhoramentos da Freguesia do Cadafaz logo no seu início a aquisição de duas macas, uma para esta povoação e outra para a Sandinha (até então o transporte de doentes urgentes era feito numa padiola). A construção de um posto Médico foi também uma realidade concretizada em 1937, na povoação da Cabreira, para apoio a toda a freguesia, com consultas de rotina e pequenos tratamentos de enfermagem, para a época um grande benefício. Mas também aqui como sempre foi normal e parece continuar no presente, as verbas camarárias rareavam para as necessidades desta povoação e freguesia. Pelo que, a construção do Posto Medico e relógio ma povoação da Cabreira foi feito praticamente com verbas angariadas pela liga de Melhoramentos da Freguesia de Cadafaz e verbas de bens naturais na altura aproveitados tais como – verba do minério explorado no local do Lagar, venda do azeite do mesmo e renda do Moinho, Bens estes pertencentes À Igreja Matriz e ao Povo da Freguesia do Cadafaz, o que demonstra que a contribuição para tal imóvel foi através de toda a população. Inclusive o mobiliário foi oferta de um benemérito o material médico cirúrgico por outro. Era assim que as obras se concretizavam com amizade e cooperação, se tratavam as dificuldades.
Passados alguns anos começou também um Posto a funcionar em Cadafaz no edifício da casa de convívio, tendo passado em 1990 para um edifício restaurado, onde anteriormente funcionou o Registo Civil e Escola (hoje sede da Junta de Freguesia).
Mas, também o referido Posto veio a encerrar em 2009, pela povoação de Cadafaz passou a ter dias de atendimento marcados no Centro de Góis. Para o qual é feita a deslocação dos utentes em táxi disponibilizado pelas entidades da freguesia (8). Claro este modo de deslocação apenas é compatível para utentes com razoável locomoção. E certo que não estamos em tempo de melhorias, antes pelo contrário mas, incrédulo que ao longo dos anos passados, não tenha havido na Histórica Vila de Góis) a preocupação de recuperação ou construção de um edifício hospitalar condigno equipado com meios clínicos, enfermagem e médicos de modo a que não fosse necessário o doente em estado grave esperar na aldeia pela ambulância e depois chegar ao Centro e seguir outros tantos ou mais quilómetros para Coimbra.
Este era sem dúvida um grande empreendimento a nível humanitário e postos de trabalho qualificativos. Infelizmente, hoje só com um grande milagre, pelo que apenas nos resta: -Pedir os bons ofícios dos Representantes do Concelho, para que ao menos seja conservado o Centro de Saúde de Góis. E, aqui não posso deixar de enaltecer o atendimento, atencioso e eficiente que nos tem sido prestado, quer a nível médico, enfenarem ou administrativo, que apesar dos meios exíguos de que dispõem (análises ou radiológicos) conseguem proceder com grande bondade e dedicação o que por vezes e, em algumas situações é terapêutica ideal.
Porém a tristeza e incógnita mantem-se ao verificar-se a perda de serviços da comunidade constantemente inclusive os que eles fundaram.
Pelo que, a pergunta mantém-se:- Que Futuro? - Será que lentamente estamos voltando às origens... - Que legado encontrarão os nossos JOVENS? - Terão hipótese de começarem de novo?
Cadafaz, janeiro 2012 
in O Varzeense de 30 de janeiro de 2012