quarta-feira, 27 de março de 2013
domingo, 24 de março de 2013
Foto tirada nas Azenhas do Mar
A foto de
hoje, tirada nas Azenhas do Mar em 1973, retrata alguns jovens daquela época.
Da esquerda
para a direita: Filho do Sr. João Cruz, Maria Amélia Lopes, Leonel Almeida,
Leonel
Ferreira e António José Almeida.
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| Foto de Virgílio Lopes |
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quarta-feira, 20 de março de 2013
segunda-feira, 18 de março de 2013
As obras nos Portos
As obras continuam nos Portos, estando
previsto a finalização para o início do verão, já foram colocadas duas churrasqueiras,
mas ainda falta fazer muito trabalho. Aqui ficam algumas fotos que tirei este fim de semana.
terça-feira, 12 de março de 2013
Foto tirada em Fajão
Esta foto foi tirada em Agosto de 1979,
em Fajão, nesse dia, o grupo foi à feira da Pampilhosa da Serra, de seguida fomos
almoçar à Barragem do Cabril, acabando o passeio em Fajão. Muitos infelizmente
já não se encontram entre nós.
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| Foto de Virgílio Lopes |
1 – Virgílio Lopes, 2 – Fernando Pires,
3 – Fernanda Pires, 4 – Lurdes Ferreira, 5 – Manuel Ferreira, 6 – Maria Amélia
Lopes, 7 – Arminda Almeida, 8 – António José Almeida, 9 – Maria Nunes, 10 –
Serafim Martins Brás, 11 – Susana Lopes, 12 – António Batista Almeida, 13 – Hipólito
Neves, 14 – Leonel Ferreira, 15 – Fátima Gomes, 16 – Cristina Almeida, 17 – Eugénia
Calretas, 18 – Lurdes Ferreira, 19 – Maria do Céu Ferreira, 20 – Paula Santa
Cruz, 21 – José Augusto Pires e 22 – Fernando Ferreira
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quarta-feira, 6 de março de 2013
Plano de Atividades Culturais 2013 da União Recreativa do Cadafaz
No dia 10 de fevereiro realizou-se a Assembleia
Geral da União Recreativa do Cadafaz, a Direção apresentou entre outros
assuntos o plano de Atividades Culturais para o ano de 2013.
Para saberem mais informações sobre o
que foi deliberado na Assembleia Geral vá até ao blogue da União que é o
seguinte: http://uniaorecreativadocadafaz.blogspot.pt
Aqui fica o Plano de Atividades:
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
Notícia de outrora
GOES, 22
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C A D A F A Z
É difícil entre estes vales e oiteiros arranjarem-se noticia que mereçam ser publicadas em jornais. Fui passear pelo soalheiro cá da terra para angariar algumas novidades, mas foram infrutíferos meus esforços, porque por onde passei só se cuidava na vida particular de cada um. É que esta gente com quem vivo só cuida no trabalho honesto e honrado e não em bisbilhotices. O que eu sei todos o sabem e por isso não são novidades.
Pensa-se
em estabelecer estações telefónicas em Cadafaz e Colmeal, que ligadas à estação
telegráfica desta vila, possam servir os interesses dos povos daquelas
freguesias com a solicitude que tal sistema permite e que hoje se não dispensa
já a não serem regiões onde civilização não penetrou ainda.
Para o bom
êxito deste melhoramento será preciso, porem, que os povos ofereçam ao estado,
pelo menos, a madeira a empregar nestas, linhas e que, segundo os melhores cálculos,
não deve ir além de 180 postes de castanho daqui a Colmeal. De modo que a troco
de um pequeno sacrifício as duas citadas freguesias, onde a madeira de castanho
abunda ainda, felizmente ficariam
de posse de um grande melhoramento cujos serviços apreciariam devidamente se pudessem
chegar a fazer o confronto do que era antigamente e o que é hoje:
Antigamente:
Vir a Goes, perdendo todo um dia para expedir um telegrama sobre a conclusão de um negócio cuja escritura
era preciso lavrar-se imediatamente; ou sobre a marcha da doença que punha ás
portas da morte, em um hospital de Lisboa um filho, um irmão ou um parente
estremecido.
Hoje: do
bom desejo das autoridades da República em servir os povos que, como os nossos
de sempre tão ingratamente esquecidos, conjugado com um pequeno dispêndio de nós
todos resultou a criação do telefone nas nossa terra e, agora, adeus grandes
demoras, grandes transtornos e tantos dias perdidos em Góis á espera de
almejadas respostas.
Ponham os
povos de Cadafaz e Colmeal os olhos no carinho que os de Alvares tributam ao
seu telefone. Agora que eles apreciam devidamente os benefícios que ele lhes
presta e dão por excelentemente empregado o muito trabalho que generosamente
prestaram ao Estado.
C A D A F A Z
É difícil entre estes vales e oiteiros arranjarem-se noticia que mereçam ser publicadas em jornais. Fui passear pelo soalheiro cá da terra para angariar algumas novidades, mas foram infrutíferos meus esforços, porque por onde passei só se cuidava na vida particular de cada um. É que esta gente com quem vivo só cuida no trabalho honesto e honrado e não em bisbilhotices. O que eu sei todos o sabem e por isso não são novidades.
- Os batatais
e os milharais vão por aqui muito bem principiados. A água para os regar é
que vai a ser pouca.
- Os
castanheiros, aqueles que ainda não foram atacados pela filoxera, já se
vestiram com os seus raminhos e algumas oliveiras estão muito carregadas de
flor. Se escarumarem bem devemos ter este ano uma colheita igual á do ano
findo.
in A comarca de Arganil de 23 de Maio de 1912
domingo, 24 de fevereiro de 2013
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
Foto de piquenique/festejo de anos
Esta foto, foi enviada pelo Sr.
Virgílio Lopes, tirada num piquenique/festejo de aniversário nos anos 80 ou
início dos anos 90.
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013
Folhas Soltas de Cadafaz por A.Silva
Cerimónia
em Louvor do Mártir S. Sebastião
in O Varzeense de 30 de janeiro de 2013
Realizou-se, no dia 20 de janeiro, em Cadafaz, a tradicional cerimónia
em louvor do Mártir S. Sebastião, que constou de missa com acompanhamento
coral, procissão e a benção do bodo com os produtos habituais, pão, castanhas e
vinho.
Após
a distribuição, houve um amigável convívio, oferta da U.R.de Cadafaz.
Mais uma vez, é de agradecer o
desempenho do Juiz e mordomos, visto que é uma tradição que requer algum tempo
e trabalho. O Mártir S. Sebastião os recompense.
Embora já um pouco atrasado, para os que, tal como eu, não têm Blogue ou
outros meios, não posso deixar também de elogiar o bonito presépio que esteve
exposto no átrio da Capela de Stº António. Foi sem dúvida I uma surpresa muito
agradável e significativa da época natalícia. Oxalá assim vão aparecendo
jovens, naturais da aldeia ou não, com iniciativas felizes.
-Obrigado
Valdemar.
IV
- O Passado Não Morre, Se Quem Fica O For Lembrando
Também
os Pisões e Lagares, fazem parte dos mecanismos artesanais que tiveram valiosa função,
junto das comunidades rurais e no só. Pelos dados que tenho lido, os Pisões, de
início, seriam com a função de pisoar o cereais e ou azeitona, mas a pouco e
pouco a sua utilidade seria adquirida para outras actividades industriais, como
a pisoagem de tecidos, lãs, e linho, para ficarem mais macios e consistentes.
Aliás, a referência sobre o aproveitamento da energia hidráulica no século XIV,
já não era só para moer os cereais servia também para esmagar e misturar
substancias como papel, tecido etc.
Os Lagares escavados na rocha são antiquíssimos na zona do Norte,
(possivelmente para extração do vinho). No entanto, a moagem da azeitona e
prensagem para extração do azeite foram sem dúvida os mais utilizados,
principalmente com a adaptação de rodas verticais que forneciam mais força com uma simples
queda de água. - A oliveira ter vindo para a Europa através dos fenícios e
romanos visto que já há muito era cultivada por esses povos. Um dos documentos
mais artigos onde mencionada em Portugal, na conquista de Lisboa em 11477; por um Cruzado inglês -Osberno -ao
serviço do rei D. Afonso Henriques, que nos seus escritos se refere a Lisboa
(Olissipo) "como um local abundante em todos os géneros, caros ou baratos
e onde prospera a oliveira". (Doc. Joel Serrão adap.)- Também em 1179 e
1190, o azeite já era mencionado nos forais de Lisboa e Setúbal. A informação
de grandes olivais em redor da cidade de Lisboa e Almada, ainda há poucas
décadas era confirmada por trabalhadores das zonas rurais que fizeram nas
cidades esse trabalho (colheita da azeitona). Inclusivamente a oliveira foi
tendo grande expansão por todo o país pois, em qualquer cômoro, junto às
povoações havia uma oliveira, talo seu valor quer na alimentação, iluminação e
venda. Portugal fazia parte dos grandes produtores. Presentemente os olivais
desapareceram para dar lugar a terrenos inóspitos, mesmo sendo um produto sem
grande acompanhamento laboral durante o ano. E, assim os Lagares foram ficando
desativados, mesmo quando alguém decide colher o fruto tem de recorrer a outros
locais distantes, o que não compensa a despesa. É o caso da povoação de
Cadafaz. Embora esta freguesia também fosse privilegiada com alguns desses
engenhos, que mais pareciam fabricas artesanais, onde tudo funcionava sob a
orientação do mestre e Moço lagareiro.
Um dos lagares era nesta povoação nos "Portos", particular mas
onde toda a comunidade fazia o azeite. Funcionou até cerca de 1950, entretanto
parou e a degradação em conjunto com as quatro tulhas foi rápido. Várias
sugestões de aproveitamento mas, como sempre "só promessas".
Havia também outro Particular na povoação de Corterredor. Quanto aos
outros dois, um na Candosa, construído em 1860/61 e outro, junto à antiga ponte
de alvenaria entre Cadafaz-Cabreira, este mais antigo, (consta até ter havido
também um Pisão). Mas estes últimos e um Moinho, têm um venerável e antigo
historial, embora ao longo das últimas décadas, nem sempre tenham sido
respeitados os fins a que se destinavam. A certeza porém que eles fazem parte
de um património antigo e pertença do Povo, pelo que, são designados como
Lagares do Povo da Freguesia do Cadafaz segundo os testemunhos escritos,
verbais, e até já várias vezes publicados: foram construídos pelo povo
antepassado, cujos proventos reverteriam para o Santíssimo Sacramento da Igreja
Paroquial de Cadafaz, sendo de responsabilidade da Junta de Paróquia, verificar
os procedimentos com todo o rigor. Incluído nessas benesses estavam os numerosos
olivais que os fiéis ofereciam à igreja. Tudo seria respeitado até em situações
imprevisíveis, como a de 1876 em que os três imóveis foram postos em
arrematação em Coimbra (não sei a razão).Porém também nesta situação o povo
esteve presente, fazendo um peditório em todas as povoações da freguesia e
nomeou, designadamente pela Junta de Paroquia um elemento de uma das povoações
da freguesia para representar o povo, fazendo a compra desse Património com a
importância então obtida. O que se concretizou, voltando tudo à posse do povo.
E, sobre o moinho também este foi construído, pelos mordomos do Santíssimo
Sacramento no ano de 1831, e era arrematado todos os anos no Adro da Igreja
pelas alturas do São Miguel, cuja importância revertia também para a igreja, -
Como já referi: muita coisa tem mudado e, hoje interrogamo-nos: -A quem
pertencem estes antigos engenhos? Quem é o responsável que zela e ou usufrui?
Quem apenas deixa degradar e perder os imóveis e o seu espólio interior... isto
se ainda existir algum artefacto antigo de laboração? Creio que compete a todos
nós, comunidade e entidades o dever, honestidade e veneração de conservar algo
que foi doado por antepassados que partiram na esperança de que as suas dádivas
em vida, lhe concederiam graças eternamente.
Cont.in O Varzeense de 30 de janeiro de 2013
NOTA: Como elemento da Direção da União
Recreativa do Cadafaz informo que o lanche/convívio que se realizou após a
distribuição do Bodo, não foi efetuado pela U.R. C.
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