sábado, 13 de junho de 2015

No Cadafaz a tradição ainda se mantém!

A noite de Santo António, também foi de convívio no Cadafaz. Um grupo organizou um jantar onde não faltou a sardinha assada. No final saltou-se a fogueira.
Foi muito bom este convívio, onde não faltou a boa disposição. Ficam as fotos para o comprovar. 
















































































sábado, 6 de junho de 2015

Notícia de outrora

O texto relata a ida do primeiro automóvel ao Cadafaz, que aconteceu em 1938.
Foi um dia marcante, de delírio e festa para as gentes do Cadafaz dessa altura.
Leiam com atenção a epopeia que viveram nessa altura, de certeza que irão gostar.


UMA VIAGEM ARRISCADA


Ida e volta ao Cadafaz, de automóvel, por terras nunca dantes "navegadas",… - O relatório da jornada - que foi feita sem seguro de vida!



Lisboa, 28 – Desde que haja estradas em condições, um automóvel vai a todo o lado. Basta para isso que tenha rodas para andar, gasolina no motor, óleo que o lubrifique e, ao volante, um motorista que perceba da arte sem atropelar o próximo. O pior é que nem sempre há estradas em condições.
Por vezes, até, as estradas não passam de estreitas veredas por onde as pobres povoações rurais têm de canalizar o seu tráfego. É triste, mas é assim mesmo. Todavia, a perseverança das povoações que querem uma estrada, a comparticipação do Estado e o dinheirinho apurado em subscrições - vão resolvendo lentamente problema. A rede de estradas aumenta e os queixumes, embora por forma morosa, vão amortecendo...
 Um dos concelhos mais queixosos, é o de Góis. Faltam-lhe muitas estradas. A freguesia do Colmeal que o diga - e nós também, sempre recordando as duas caminhadas que fizemos: Rolão -Colmeal e Colmeal – Celavisa, Alvares igualmente carece de vias de comunicação e Cadafaz...
A propósito de Cadafaz...
Por "A Comarca de Arganil", de sexta-feira passada, ontem chegada a esta cidade, tomámos conhecimento da ida a essa povoação, sede de freguesia, de um automóvel. Proeza digna de registo, visto Cadafaz não ter ainda a "sua” estrada, espevitou em nós a curiosidade jornalística, fazendo-nos lembrar aquelas perigosas travessias por caminhos nunca dantes "navegados" que deram brado em toda a região arganilense e que conferiram ao Romão Jorge - um belo rapaz que estaria hoje milionário se o infatigável Ford o tivesse encontrado na sua vida - o título de Herói das Serras.
E para saber como a ida ao Cadafaz se tinha realizado, em notas mais completas a adicionar ao relato do solicito correspondente de “A Comarca de Arganil" naquela povoação, telefonámos para a Faculdade de Ciências em demanda do Cláudio dos Santos, amigo velho - ele não gosta que lhe chamem velho... - que preside à Liga de Melhoramentos da Freguesia do Cadafaz, e que se pode orgulhar de pertencer ao número das primeiras pessoas que descobriram o Cadafaz... de automóvel.
 Um "ultimatum", pois não queríamos perder a oportunidade. Cláudio dos Santos estaria no Rossio, no mais "gelado de todos os cafés, às 18 horas.
Assim foi. O velho amigo - velho... velho... é como que diz! - não faltou. E na sua companhia trouxe outro cadafazense dedicado à sua terra o também amigo sr. Manuel Martins dos Santos. Cerveja, tremoços, amendoins e a conversação inicia-se.
– Sempre é certo ter ido ao Cadafaz de automóvel numa excursão?
– Excursão, não. Tratou-se de simples passeio, motivado pela justa homenagem, em Góis, ao sr. dr. Rui Ramos. Depois é que fomos ao Cadafaz, de automóvel mas passeando...
 – Quem foi que se deslocou até lá?
 –  Manuel Martins dos Santos e Ernesto Henriques Nunes e respectivas esposas, D. Angelina Martins dos Santos e D. Maria Antónia Henriques Nunes, a pequenina Maria Alice e eu.
Ao todo seis pessoas...
– Como nasceu essa ideia?
Cláudio dos Santos, enquanto faculta a fotografia - do automóvel junto à capelinha de Santo António, em pleno Cadafaz, que acompanha estas considerações – diz-nos:
Ao último almoço da Liga assistiu, como aliás tem sempre acontecido, o amigo Manuel Braz das Neves, que embora não seja da região, é um grande amigo dos cadafazenses. Possui um carro de 7 lugares que sabe guiar com muita perícia. À saída do restaurante onde o almoço se efectuou, o Manuel Martins dos Santos, aqui presente, fez a apologia de um vinhinho precioso nectar, que tem no Cadafaz, no seu "cartôlo". Logo se ofereceram vários "beneméritos" para o ir provar tão depressa se oferecesse o ensejo. E para remate da descrição, ficou mais ou menos assente que fosse o Braz, com o seu carro, quem conduzisse os sequiosos ao enaltecido "cartôlo”... Mudou-se de conversa e o assunto ficou de remissa para ser apreciado oportunamente.
Manuel Martins dos Santos confirma, Cláudio refresca a guela e nós tasquinhamos um tremoço. Para diante...
– Há poucas semanas ventilou-se a necessidade de alguém da Direcção da Liga, ir ao Cadafaz tratar de assuntos de interesse para a freguesia. Martins dos Santos voltou a recordar o "cartôlo", fazendo ver que não receava o assalto... E a esposa deste amigo teve até esta observação bem a propósito: “Se vocês fossem amigos da terra como dizem e teem provado, mandavam arranjar a "estrada" da serra e iam até ao Cadafaz de... automóvel”. Estas palavras tiveram o condão de provocar entusiasmo. Passados dias seguia uma carta para um amigo residente no Cadafaz, pedindo-lhe para ele mandar reparar tanto quanto possível, a "estrada"...
 – Foi boa a viagem?
– Não tenha pressa... Tendo adoecido o Manuel Braz das Neves, com uma dór ciática, não foi possível ele sair de Lisboa. Teve de ficar, deveras pezaroso, na capital. Fomos, então, no carro do Ernesto Henriques Nunes, atendendo a que não podíamos adiar a viagem por causa - repito - da justíssima homenagem ao sr. dr. Rui Ramos. Isso motivou a retenção, em Lisboa, de várias pessoas que teriam seguido se fôssem dois carros em vez de um...
“A viagem foi esplêndida, apesar de ter começado mal. Gastámos três horas até Vila Franca de Xira, devido a "panne” que tivemos de remediar na estrada. Mas depois, é que foi “dar-lhe”! de Vila Franca a Góis gastámos apenas cinco horas e um quarto. O carro parecia um avião... sem asas!
– Chegaram atrasados ao jantar em homenagem ao actual presidente da câmara municipal da Figueira da Foz?
– Um pouco fora da hora marcada. Mas os assistentes, uns 60, de diversas categorias sociais, sacrificando um pouco o apetite, aguardaram a nossa chegada, gentileza que à Liga de Melhoramentos da Freguesia do Cadafaz lhes fica devendo, pelo que nos dizia respeito, tínhamos enorme empenho em assistir a essa homenagem ao dr. Rui pela muita consideração que a sua ex.ª nos merece
– Ainda seguiram para o Cadafaz nêsse dia?
– Não. Depois do jantar fomos visitar o Castelo, o encanto de todos os goienses, de facto merecedor das referências elogiosas que lhe tem feito o amigo "Gustavo" autor das admiráveis "Crónicas de Góis" em publicação em "A Comarca". A seguir fomos a Bordeiro, no automóvel do amigo Manuel Francisco Martins, fazendo uma visita à adega de seu sobrinho e nosso amigo sr. Manuel Carneiro e… “toca a bater em retirada” para Góis. Na manhã seguinte era necessário levantar cedo. O Cadafaz esperava-nos!
– Porque a extrema amabilidade da família de Manuel Francisco Martins não no-lo permitiu e ainda porque a chegada a Cadafaz, de noite, podia provocar... alteração de ordem pública!
– A que horas saíram de Góis?
– No 21,ás 8...
– E quando chegaram ao Cadafaz?
– Três horas depois...
– Então, de Góis ao Cadafaz o percurso é tão demorado?
– Não! Pela estrada são uns 10 quilómetros. Mas logo acima da Portela de Góis suportámos uma "panne". A estrada da Pampilhosa - 40-2 não está para correrias. Na Selada do Braçal largámos a estrada e depois... depois ... foram uns cinco quilómetros de aflições, sempre com o Credo na bôca! Se não fosse a coragem, perícia e sangue frio do motorista, o amigo Ernesto e nós teríamos conseguido um bonito funeral!...
– Uma aventura...
– Sim, mas sem ser amorosa!
– Mas não tinham mandado arranjar o “caminho”?
– Sim, mandámos. E o encarregado dos trabalhos e o pessoal neles empregado, fizeram muito em pouco tempo, mostrando bem o desejo que tinham em ver o automóvel rodando na terra do Cadafaz, até agora, em locomoção, só sentindo o pêso dos carros de bois... Mas como é natural, a "estrada" ficou estreita e descer duma serra para um baixo é tarefa arrojada. Só lhe digo isto: Houve sítios em que se o carro tivesse um desvio de dez centímetros nem a alma se nos aproveitava. E com a agravante de não levarmos pára-quedas!
– Como foram recebidos no Cadafaz?
– Um verdadeiro delírio! Foguetes, morteiros, abraços, lágrimas de alegria!
– Quantos dias se conservaram no Cadafaz?
– Seis dias que pareceram seis horas, com exposição permanente do carro aos mais incrédulos, que não queriam crer no "fenómeno". Na tarde da chegada houve um baile popular que esteve animadíssimo.
– Uma autêntica viagem de recreio...
– Só em parte. Porque também aproveitámos muito tempo a tratar de assuntos que dizem respeito à Liga e à Freguesia.
– Quando saíram do Cadafaz?
– Matinalmente, às 8 horas do dia 20.
– Porque não fizeram a jornada pelo caminho vicinal que andam construindo?
– Isso seria o ideal, mas os trabalhos ainda estão longe do Cadafaz. Está-se a concluir o primeiro lanço, perto de dois quilómetros, tendo-se pedido a assistência técnica para o segundo, que é de cinco quilómetros.
– Não foram visitar essas obras?
– Seria um erro imperdoável não fazer. Fomos e viemos satisfeitos com o que vimos.
– Quando chegaram a Lisboa?
– No dia 21, às 19 horas.
– Nesse caso dormiram pelo caminho?...
– Efectivamente, assim, é. Em Leiria ficámos em casa do distinto amigo sr. dr. Alberto Baeta da Veiga, que, não obstante ter a sua família em Góis, não se poupou a canseiras para nos rodear de comodidades.
– Não tiveram outras paragens durante a viagem?
– Visitámos em Cela o nosso conterrâneo e amigo, sr. João Martins Carneiro, que nos recebeu com galhardia. Tanto ele como sua esposa foram amabilíssimos. Perto das Caldas da Rainha retrocedemos para ir ao Sobral visitar a família da esposa do Ernesto Henriques Nunes. Igualmente nos cercaram das maiores atenções.
– Quando pensam efectuar outro passeio?
– O mais depressa possível. Mas então, não irá um só automóvel mas sim vários carros. Uma excursão, uma autêntica excursão!
– O que convém, nêsse caso, é melhorar a "estrada”...
– Claro! E desde já posso dizer que os naturais do Cadafaz ficaram tão entusiasmados que já ofereceram dias de trabalho para que a "estrada" fique em condições de lá passar um camião em vez de um automóvel. Confiança no futuro não falta!
Opera-se a dispersão. Manuel Martins dos Santos e Cláudio dos Santos, ainda ficam no café. Nós retiramo-nos apressados, porque já nos esperam em outro ponto. E fixamos esta frase final, do amigo Cláudio, que é bem, na sua singeleza, um programa de realizações, uma determinação imperativa:
– A Liga de Melhoramentos da Freguesia do Cadafaz não descansará na sua faina, em tudo que diz respeito a vias de comunicação, enquanto tôdas as povoações não estiverem servidas. Cumpre o seu dever não as desamparando.
LUIZ FERREIRA.

in A Comarca de Arganil de 2 de setembro de 1938



terça-feira, 26 de maio de 2015

quinta-feira, 21 de maio de 2015

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Folhas Soltas de Cadafaz por A.Silva

Um Roteiro da Nossa Aldeia - Cadafaz

Creio que uma grande parte das povoações rurais, não eram identificadas com placas· toponímicas, nas ruas quelhos ou becos. Apenas sendo conhecidas consoante a configuração do local, no Cimo ou no Fundo do Lugar, pelo nome do morador ou antepassado, como referência da profissão ou algo histórico como Torre, Adro, etc. A certeza porém é que tudo e todos eram conhecidos, quer do local habitacional como circunvizinho. Cadafaz não era exceção pelo que as ruas principais só passaram a estar identificadas após os Melhoramentos Rurais em 1940. A partir dessa data tem havido continuação com as placas alusivas aos Regionalistas Homenageados, graças ao preito de gratidão dos que lhes sucederam. E aqui será de salientar que passados 75 anos a povoação continua sem número de polícia nas habitações, o que tem dado a situações difíceis, na medida em que cada vez menos se encontra, alguém que dê informações.
Mas, regressando ao tema inicial e apenas como mera curiosidade tentarei fazer mentalmente um itinerário pelos nomes dos locais do Cadafaz que ainda conheci. Embora com saudade, sinto alguma felicidade por ter conhecido, inúmeras casas repletas de gente. Atualmente algumas habitações já não existem pela inclemência do tempo ou do Homem, mas também outras tem sido recuperadas e modificadas. Dos seis, Largos alguns foram ampliados é o caso do Largo do Adro, Santo António, Volta do Carro e Porta Clara. Vamos então ao restante passeio tendo como ponto de referência os Portos e o Largo de Santo António: Portos, Piçarras, QueiroaI, Covão, Cancelinha, o Gil, Largo da Eira, Torre do Relógio, Largo da Volta do Carro, Lombo, Quelho da Venta, Largo do Adro, Barroca Portal, Fundo, Cortinhal, Pireiras, Largo da Porta Clara, Largo dos Pátios, Largo de Santo António. Consta de uma rua principal e 4 secundárias, quanto aos acessos (quelhos) entre as habitações, são cerca de 20. Tendo sido recuperados, pelo falecido Presidente da Junta Virgílio Nunes dos Reis. NOTA: Como acima mencionei algumas destas ruas já estão identificadas. Quanto aos conjuntos habitacionais, designaríamos hoje nalguns casos como Bairros, no caso do Queiroal, Eira ou Fundo, cujas construções de um só piso e lojas com paredes largas de xisto e telhados de lousa, que nos fazem pensar onde e como se acomodavam as suas numerosas famílias. No entanto também existiam já grandes edificações com pátios (cerca de 11). E... se a minha agenda pessoal não me falha ainda conheci cerca de 60/65 casas habitadas a maior parte com o seu forno de cozer o pão de milho aliás próximo da povoação teria havido dois moinhos um dos quais ainda o vi a funcionar, tal com o Lagar de azeite nos Portos. Infelizmente nada nem ninguém os tentou preservar, antes pelo contrário. - Penso que os meus amigos Cadafazenses e leitores do nosso Mensageiro O VARZEENSE, me acompanharam neste pequeno mas histórico percurso onde as recordações são de um passado, não muito distante. Se acaso houve faltas, agradeço o vosso esclarecimento.
- Como final do meu artigo não poderei deixar no esquecimento uma agradável notícia até porque já são tão poucas e ... raras, Cadafaz já tem Fibra Ótica: - Sei que foi um precioso tempo de espera... Sei também que parte dos atuais residentes, não podem usufruir de tão moderna Tecnologia. Mas pensamos nos nossos Jovens, eles saberão beneficiar e aproveitar com responsabilidade, um tão valioso meio de informação e pesquisa.
Não sei qual ou quais as Entidades ou Amigos que intervieram na concretização deste benefício. Pelo que pessoalmente expresso os meus respeitosos agradecimentos.
Oxalá a rede móvel seja também uma realidade.

 in O Varzeense de 30 de Abril de 2015


quinta-feira, 7 de maio de 2015

Foto antiga do Cadafaz

No post anterior, coloquei um texto do Sr. António Batista de Almeida no qual ele descrevia a sua impressão ao ver o Cadafaz pela primeira vez.
Penso que a foto de hoje, demonstra bem como o Sr. António viu o Cadafaz em junho de 1960.


Foto de Cila Nunes

quinta-feira, 30 de abril de 2015

Noticia de outrora

DE VEZ EM QUANDO…

CADAFAZ A primeira visita!...

Estávamos em 1960, no mês de Junho - cheirando a manjerico e à sardinha assada, dos arraiais populares e do desfile das marchas na Avenida. Vicissitudes imponderáveis da vida, haviam-me afastado quase uma vintena de anos, da terra aonde nasci, o meu Fajão dos almocreves e dos célebres contos do Juiz, que andava sempre com um pé descalço e o outro não encarei, portanto, o meu regresso à Serra, com justificado alvoroço, embora não fosse ainda o retorno à minha terra natal. Mas, casara há poucos meses, e a minha esposa Arminda, era de uma família humilde e respeitável do Cadafaz. E iria, por certo, respirar a brisa que, do Alto Ceira, vinha da minha aldeia ciosamente guardada pelos imponentes Penedos de Fajão, sentinelas eternamente vigilantes.
Ao subirmos as voltas consecutivas da Lousã os panoramas arrebatadores, a largueza dos horizontes, a atmosfera campesina, o odor do mato e dos pinheiros tudo me fazia recordar a ultima vez (com sete anos apenas) que deixara a Serra e rumará para a capital num comboio fumarento, trepidante e vagaroso.
Quando abandonámos o autocarro, na Selada do Braçal (era uma excursão para o Carvalhal do Sapo, por alturas do S. João), a nossa família, meus sogros, meus cunhados, a minha esposa e eu, juntamente com os dedicados cadafazenses, prematuramente já falecidos José Martins (que grande alma.. ) e o Bladimiro Carneiro, e ainda o Silvério Carneiro, felizmente ainda vivo e com uma actividade regionalista intensa e digna de registo, em prol do Cadafaz; não tenho rebuço em confessar que me custou - a mim, habituado ao piso macio e regular da cidade - a calcorrear as ladeiras ásperas, carregado com pesadas malas, pretexto para amigável gáudio dos familiares e amigos …
Chegámos à Portela, ia derreado, cansado depois de quilómetros de pó em terra batida, com bagagem, suado e com calor. Daí avistei o Cadafaz, alcandorado numa vertente do rio Ceira. As suas casas negras, com os seus telhados de lajes, as suas ruas estreitinhas, a vida na aldeia vozear inconfundível dos seus habitantes, a juventude exuberante, tudo serviu para despertar em mim as reminiscências da terra onde nascera. O acolhimento, que generosamente me foi dado, calou bem no fundo no meu ser, jamais o esquecendo.
Desde então a gente do Cadafaz, nunca me canso de o afirmar, tem demonstrado uma hospitalidade, uma maneira gentil e fidalga de receber, franca, leal e sincera, desde os mais humildes aos mais bafejados pela fortuna, que nos diz logo que as virtudes serranas ainda não abandonaram aquele pequeno burgo, escondido entre serranias.
Foi esse carinho que me conquistou e absorveu, e no desfilar dos anos, deixei de ser um intruso antes fazendo parte integrante da comunidade cadafazense, à qual muito me orgulho de pertencer.
E hoje, já a alguns lustres de distância, nada mais grato ao meu espírito, observar a minha querida e saudosa filha, o meu filho e os meus netos, amarem a terra dos seus progenitores. Mas não só por esses laços indissolúveis que me ligam ao Cadafaz, como tributo à verdade, sem receito de desmentido, afirmo convicto nunca me esquecerei da primeira visita e tentando hoje, a cada momento, como ao longo dos anos e do tempo, em todas as oportunidades e em todas as circunstâncias, retribuir a consideração e a amizade recebidas.

António Batista de Almeida
in Jornal de Arganil de 20 de novembro de 2003



domingo, 26 de abril de 2015

Cabine telefónica pública já recebe chamadas.

No passado dia 19 de março de 2015, informei que a cabine telefónica pública, no Cadafaz já estava a funcionar, mas que não recebia chamadas. Hoje informo, que esta já as recebe.
Foram pelo menos, duas pessoas a fazerem o pedido à ANACOM para que a cabine telefónica recebesse chamadas, e pelos vistos, as solicitações foram prontamente atendidas, o qual agradecemos.
Relembro que o número telefónico da cabine é o seguinte: 235771000.
Pela Páscoa, a dita cabine estava “encravada”, não deixando colocar moedas para serem efetuadas chamadas pagas. Quem for ao Cadafaz e pretender utilizar a cabine, talvez seria bom ir prevenido com um cartão PTCARD.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

Fotos

As fotos de hoje têm mais de 30 anos, foram tiradas à porta da casa do Sr. António dos Santos Fernandes de Almeida.

As senhoras da esquerda para a direita: Isabel Gaspar Almeida, Lurdes Ferreira, Clarinda Gaspar Almeida e Maria da Luz Martins de Almeida.
Os senhores: Manuel Ferreira, André Gaspar e Albano Nunes dos Reis.

Foto de Virgílio Lopes

Da esquerda para a direita, à frente: os irmãos Clarinda, André e Isabel Gaspar Almeida.
Atrás: Lurdes Ferreira, António dos Santos Fernandes de Almeida, Albano Nunes dos Reis e Maria da Luz Martins



Foto de Virgílio Lopes

terça-feira, 21 de abril de 2015

6 anos

Imagem retirada da Internet
Hoje, o blogue faz 6 anos, mais uma vez agradeço a todos que me visitam.

Até ao próximo post.