sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Entrevista com o Presidente da União de Freguesias de Cadafaz e Colmeal


Volvido um ano das eleições autárquicas de 2017 o nosso jornal foi conversar com os Presidentes das Juntas de Freguesia do concelho de Góis.


          O Varzeense (Varz) - Qual a área e número de habitantes da União de Freguesias de Cadafaz e Colmeal?
Presidente da União de Freguesias de Cadafaz e Colmeal, António Martins (A.M.) - A área são 77 km 2 e aproximadamente 320 habitantes.
          Varz - Visto que o executivo da União de Freguesias é constituído por três forças políticas, como tem funcionado esta coligação?
         A.D. - Esta coligação tem funcionado muito bem. Tem sido uma mais-valia em trabalho para a União das Freguesias porque a união faz a força. Se hoje voltasse a estar na mesma situação voltaria a fazer a mesma coligação.
            Varz - Qual o orçamento médio anual da União de Freguesias de Cadafaz e Colmeal e de que forma são repartidas as maiores despesas?
         A.M. - Este ano, bem como no próximo, o orçamento é atípico uma vez que faz e fará parte os projetos de estabilização pós incêndio, medida do PDR2020, à qual nos candidatámos.
De resto o orçamento é composto por uma receita fixa na ordem de cento e trinta mil euros, que é repartido pelas despesas correntes, incluindo pessoal, manutenção, conservação e beneficiação de equipamentos, instalações e infraestruturas (cemitérios, caminhos, arruamentos, zonas balneares e outros espaços públicos) bem como pagamento da dívida à segurança social proveniente da antiga Freguesia de Cadafaz e ainda pequenas obras.
             Varz - Quais os maiores constrangimentos com que se tem debatido ao longo deste ano?
        A.M. - O maior constrangimento com que nos temos debatido é não haver verba suficiente para fazer face a todas as necessidades que vamos sentindo e que afetam o bem-estar da população, pois, mais obras poderiam ser feitas em todas as aldeias do território da União das Freguesias.
             Varz - Qual o maior projeto ou obra que a junta levou a efeito durante o primeiro ano deste mandato?
       A.M. - Esta Junta de Freguesia, entre as obras efetuadas, destaca a substituição de mais de mil metros de tubo de regadio, em diversas aldeias, que tinha ardido nos incêndios de junho e de outubro do ano de dois mil e dezassete, incluindo refazer algumas caixas de derivação.
           Varz - Que outras obras/melhoramentos foram efetuados?
     A.M. - Efetuámos diversas obras, entre as quais dois portais em Ádela, um no Cadafaz e outro no Corterredor; reparação de escadas na Malhada e no Colmeal; canalização de águas pluviais no Colmeal; substituição da fossa dos sanitários da zona balnear da Ponte do Colmeal, que tinha ardido no incêndio de outubro de dois mil e dezassete.
               Varz - E projetos para o próximo ano?
          A.M. - Destacamos dois projetos, designadamente:
1.° Concretização das candidaturas ao PDR2020 para estabilização pós-incêndios, já aprovados, no valor de cerca de quinhentos e noventa mil euros cujo o IVA é suportado na totalidade por esta autarquia, cujo valor aproxima-se dos cinquenta e seis mil euros.
2.° Reflorestação da área ardida, património desta autarquia.
Varz - É a favor da união de freguesias ou considera que teria sido melhor para o povo manter a freguesia de Cadafaz e a freguesia de Colmeal de forma independente?
A.M. - A minha opinião pessoal é que a agregação foi benéfica para a Freguesia de Cadafaz, no entanto, presentemente é melhor mantar a agregação porque existem investimentos e projetos em comum.
Varz - Sabe dizer-me a média da área ardida no incêndio de 2017 e quantas habitações foram atingidas?
A.M. - Estima-se que a área ardida ultrapasse os 85 % do território da União das Freguesias.
Entre Primeira e Segunda habitação, foram atingidas mais de vinte habitações, incluindo algumas arderam na sua totalidade.
Varz - De que forma tem sido apoiadas as famílias afetadas e qual o contributo da junta de freguesia?
A.M. - A Junta de Freguesia disponibilizou-se a apoiar todas as pessoas afetadas pelos incêndios, incluindo o preenchimento da declaração dos seus prejuízos.
Varz - No que se prende com a desertificação, como vê o futuro da região abrangida pela União de Freguesias?
A.M. - Vejo no futuro esta região mais desedificada, pois não há emprego, as vias de comunicação às aldeias são difíceis, as estradas com muitas curvas, demora-se imenso tempo para percorrer o nosso território.
Varz - O que tem feito esta Freguesia para tentar reverter a situação da desertificação?
A.M. - Tem apoiado os Jovens Estudantes, a Terceira Idade, a Natalidade e apoiado na fixação de Jovens Casais.
Varz - E no setor da saúde? Assistência médica e farmacêutica, como tem funcionado?
A.M. - A nível de saúde todas as pessoas das aldeias do território da União das Freguesias beneficiam de transporte pago pela Câmara Municipal de Góis para se deslocarem ao Centro de Saúde de Góis para as consultas.
Varz - Se tivesse essa possibilidade, o que pedia para a União de Freguesias de Cadafaz e Colmeal?
A.M. - Pedia mais apoio a nível de saúde e a nível de rede de transportes.
Varz - Que outros temas não incluídos nas perguntas anteriores gostaria de divulgar?
A.M. - As autarquias do interior deveriam beneficiar de mais apoios financeiros para poderem combater a desertificação cada vez mais sentida nas nossas aldeias.
         Varz - Se fosse o último ano deste mandato, estaria disponível para se voltar a candidatar?
    A.M. - Ainda só decorreu um ano, portanto, não é altura para pensar em outras eleições. Não quero fazer
         Varz - Quer deixar uma mensagem ao povo de Cadafaz e Colmeal?
    A.M. - Eu aceitei este desafio, de candidatar-me à União das Freguesias de Cadafaz e Colmeal, porque acredito que unidos vamos conseguir fazer mais e melhor no desenvolvimento e no progresso das nossas aldeias. Um dos nossos principais projetos é devolver às nossas serras o património florestal na plantação de árvores selecionadas em todo o nosso território.
Nunca é de mais lembrar que a união faz a força, essa força é traduzida no trabalho, em conjunto entre o poder local e as coletividades. Saliento que a União das Freguesias de Cadafaz e Colmeal estará s vosso dispor apoiando-vos no que for preciso e que nos seja possível. Bem hajam!


in O Varzeense de 15 de novembro de 2018


terça-feira, 20 de novembro de 2018

Texto publicado no Varzeense

in O Varzeense de 15 de novembro de 2018
Aqui fica o texto:


Notícias do Cadafaz

Falecimentos
No dia 9 de outubro, faleceu o Sr. Coronel paraquedista Luciano Fernando Lopes Nunes. O Sr. Luciano era casado com a D. Maria Edite Afonso Neves Nunes e pai do Pedro, Mónica e Ana Filipa. O funeral realizou-se no dia 11, em Alcabideche. 
No dia 10 de outubro, faleceu o Sr. João Aníbal do Nascimento. O Sr. João era casado com a D. Maria Angelina Martins Braz. O funeral realizou-se no dia 11, em Cadafaz. 
Às famílias enlutadas os meus sentidos pêsames.

Lamentos
No meu último texto, publicado neste jornal, escrevi sobre o estado das bermas da estrada que liga ao Cadafaz e que não foram limpas. Infelizmente, grande parte ainda está por limpar!
Não foram cortadas as ervas entre o local de Entre Ribeiras e o último quilómetro antes de chegar ao Cadafaz, devem ter-se esquecidos desse trajeto! Será que não temos direito a uma limpeza completa?
A estrada nesse troço é perigosa, tendo ribanceiras e com as ervas ainda pior se torna a circulação entre duas viaturas, porque não se sabe onde acaba o alcatrão.
Neste troço também não foram colocados rails de proteção como em alguns locais da Lomba das Relvas, entre a Cabreira e Entre Ribeiras, assim como entre o Cadafaz e a Candosa. As estradas ficaram mais seguras, foi pena não ter sido em todos os locais mais perigosos.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Torresmada e magusto da União Recreativa do Cadafaz




Realizou-se no passado sábado, dia 3, uma torresmada e magusto, organizados e confecionados pela União Recreativa do Cadafaz, no almoço estiveram presentes 95 pessoas. Durante o magusto houve música de aparelhagem e de concertina.
Foi um dia de grande convívio, onde não faltou a boa disposição e momentos para mais tarde recordar.

















































































quinta-feira, 1 de novembro de 2018

Textos Avulso por David de Santa Cruz

in O Varzeense de 30/10/2018

Aqui fica o texto:
Capuchos XXI

“Sinto que se aparecesse numa história seria como personagem secundária. Até na minha própria vida não passo de tal” estes pensamentos assaltavam a mente de José enquanto examinava a contracapa de um romance. “Talvez porque pense demasiado nos outros, talvez por não ter uma grande estima de mim mesmo.“ Estes tópicos eram fundamentais para ser um bom escritor. José considerava que um bom poeta ou escritor nunca era alguém completo, pois se fosse não teria nada de bom para escrever. Mas estas ideias também criavam uma espécie de crise existencial em José, pois passava dias a pedir meio para si, meio para o mundo “Gostem de mim, gostem de mim! Estou aqui, existo…” Hoje damos muita pouca atenção aos outros, por falta de tempo e de vontade. Desapareceu a partilha. E talvez fosse por isso que José gostasse tantos de livros. Um livro é um objeto, uma coisa, que se acaba por tornar viva pois com ela nós podemos partilhar. O livro partilha connosco e nós partilhamos com o livro ao ponto de conseguirmos ter uma relação quase carnal, quase sensual com o livro. E apaixonamo-nos. Quantas vezes já não tinha José se apaixonado por personagens ou pelos autores. E porquê? “Porque isto aqui escrito está a dizer exatamente o que sinto… o que sinto mas não sou capaz de dizer, de descrever.” E era por isso que José queria ser escritor. Queria partilhar com o mundo, marcar pessoas a partir dessa partilha e conseguir com que elas ficassem com o amor pelas coisas belas. E nesses momentos ser apenas uma trivial personagem secundária não lhe parecia assim tão mau. Afinal qual seria a vergonha de o ser se conseguisse com que os outros se sentissem as personagens principais das suas vidas graças à sua escrita? O livro é algo imutável ao tempo. Pode ser lido e relido quinhentas vezes sem nunca haver alguma mudança nas personagens e na história, no seu conteúdo. No entanto ao reler um livro pode haver uma mudança no leitor, seja pelo estado, idade ou mentalidade que se tinha da primeira vez, existirá sempre algo que mude, que passe despercebido mas capaz de mudar o nosso interior, pois é aí que acontecem todas as transformações, todos os cataclismos, quando relemos. Isso é outros dos critérios num escritor, bem, para toda a gente de facto: a capacidade de mudar, adaptar.

Um dos maiores medos de José era esse, chegar o dia onde será incapaz de tal, onde ficará de tal forma preso no tempo que deixará de viver e irá simplesmente existir. Outro dos seus grandes medos era ficar sozinho. Todos os seres humanos necessitam de alguém. Sozinho o ser humano não é nada, não é ninguém pois precisamos de outros (amigos, cônjuges, familiares ou meramente conhecidos) para viver… e para comprar as grandiosas obras literárias que José irá escrever, mas isso é outra história. Mas enquanto José continuar a ser imperfeito, enquanto continuar a querer viver, enquanto continuar com medos, receios e desejos José sabe que conseguirá ter todas as qualificações para ser um grande escritor e, quem sabe, ser promovido a personagem principal da sua história.
18/05/2016

sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Mudança de hora


imagem retirada da Internet

Amanhã à noite, vamos entrar na Hora de Inverno, que se vai manter até dia 30 de março de 2019, por isso, não se esqueça de atrasar às 2 horas, o seu relógio em 60 minutos.

sexta-feira, 12 de outubro de 2018

Foto tirada no Carvalhal

A foto foi tirada no Carvalhal do Sapo no dia 24 de junho de 1956, pela festa de São João.
Da esquerda para direita em pé: Laura Simões, Lucinda Gaspar da Cruz, Lucinda Gaspar, Maria Alice Alves, Arminda Silva. Agachados: Belmira Alves, Casimiro Gaspar da Cruz, Maria de Lurdes Simões.

Foto de Arminda Silva




quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Falecimento



Faleceu o Sr. João Aníbal do Nascimento. O Sr. João era casado com a D. Maria Angelina Martins Braz.
O funeral realiza-se amanhã, dia 11, às 16h, no Cadafaz e seguirá para o cemitério local. 
Á D. Angelina, assim como á restante família enlutada os meus sentidos pêsames.