segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Bodo 2020




No passado sábado, dia 25, realizou-se a festa do Bodo. Este ano, acorreram muitas pessoas ao Cadafaz para receberem o Bodo, como já não se via há muito tempo. Um dos motivos talvez seja devido ao estado do tempo, que apesar de estar frio não estava tanto como nos dias anteriores e nesse dia a chuva fez uma trégua.
Passava das 11h quando o Sr. Padre benzeu o pão, castanhas e vinho na casa do Bodo. A seguir, foi celebrada missa. No final, realizou-se a tradicional procissão com o andor do Mártir São Sebastião, esta é sempre encabeçada pelo Juiz que este ano era o Armindo Vidal.
Durante a missa foi anunciado os valores recolhidos pelos mordomos de cada aldeia, até aquele momento e que foram os seguintes: Cadafaz: 452,30 €, Candosa: 92 €, Capelo: 50 €, Sandinha: 115 €, Cabreira: 346 € e Corterredor: 110 €.
O Juiz e mordomos para o ano de 2021 são os seguintes: Juiz: Jorge Carlos Fernandes Vidal. Mordomos: Cadafaz: Américo Martins Antunes e Natália Paula Martins Pires Santa Cruz. Candosa: António da Conceição Nunes. Capelo: Arnaldo Neves Fernandes. Sandinha: António Simões. Cabreira: Carlos Pereira e Luís Filipe Neves e Corterredor: José Luís da Silva Tomé.
Antes da distribuição das castanhas, vinho e pão foram leiloadas algumas fogaças. De seguida o Juiz autorizou que se iniciasse a distribuição que é feita pelos mordomos das aldeias da antiga freguesia do Cadafaz.
A seguir á entrega do Bodo, realizou-se o habitual convívio em que é oferecido às pessoas presentes: sardinhas, entremeada e febras assadas.
Mais uma vez, foi um dia de grande confraternização, já que este terminou já bem de noite.
Aqui ficam as fotos:




















































































































































































































































segunda-feira, 6 de janeiro de 2020

domingo, 5 de janeiro de 2020

Textos Avulso por David de Santa Cruz



in O Varzeense de 30.12.2019


Aqui fica o texto:

Fogo, Terra, Ar e Água.

Confesso que o conceito destes quatro elementos sempre me fascinou, justamente por tão “pouco” ser capaz de ser tanta coisa. E com isto de os atribuir às pessoas que vou conhecendo. O Fogo é o elemento do Poder, as pessoas deste elemento possuem desejo e força de vontade, juntamente com a energia e a motivação para alcançarem aquilo que querem. A Terra é o elemento da Substância, as pessoas da Terra são diversificadas e robustas, de cabeça dura, persistentes e resistentes. O Ar é o elemento da Liberdade, estes “nómadas” sabem que tal como o ar, a vida percorre por muitos lugares, aprendendo assim a se desprenderem das preocupações mundanas e a encontrar paz e conforto na liberdade e todas as suas possibilidades. Água é o elemento da Mudança, as pessoas desta tribo são capazes de se adaptar a muitas coisas, possuindo um profundo sentido de comunidade e amor que os segura e empurra sobre tudo. Agora, se ouvires com força o suficiente, serás capaz de sentir todas as coisas vivas a respirarem em conjunto, serás capaz de sentir todas as coisas a crescer. Vivemos todos juntos, mesmo que a maioria de nós não aja como tal. É importante procurar e retirar conhecimento de vários sítios. Se só o fizeres de um único sítio, irás te tornar rígido, inflexível e ultrapassado. Perceber os outros, os outros elementos, e, as outras pessoas, irá te ajudar a tornar-te são e completo. Todos temos as mesmas raízes, todos somos ramos da mesma árvore. Estamos todos ligados, tudo está conectado. Isso mesmo! Até a separação dos quatro elementos é apenas uma mera ilusão. Se abrires a tua mente irás ver que todos os elementos são um. Todos dependemos desse equilíbrio. Criámos uma época de medo nos nossos mundos, se realmente os queremos mudar temos de os substituir por uma época de paz e gentileza. Primeiro, tens de ser capaz de trazer esse equilíbrio a ti próprio antes de seres capaz de fazer com o mundo. Não serás capaz de lidar com esses relâmpagos enquanto não souberes lidar com essa revolta que existe no teu interior. A vida é uma bagunça e as coisas tendem a cair aos bocados, bloqueando a corrente. Mas, se tu limpares esses bocados e desimpedires a corrente, a energia fluí. Preocupaste e receias pelas tuas vivências, mas tens de ser capaz de renunciar esses medos. Deixa com eles fluam pela corrente fora. Agora, olha para tudo aquilo pelo qual te culpas, todo esse peso que carregas. Do que te acusas? Simplesmente aceita a realidade que essas coisas acontecem, mas não deixes com que elas enevoem e envenenem a tua mente e visão. Se realmente queres ser uma energia e influência positiva neste mundo, tens de ser capaz de te perdoares. Do que tens vergonha? Quais são os maiores arrependimentos em ti mesmo? Tens de te libertar desse sentimento de vergonha se queres com que essa raiva desapareça. O orgulho não é o oposto da vergonha. O verdadeiro antídoto para a vergonha é a pura humildade. Solta toda essa dor e tristeza que acartas em ti. De facto, passaste por grandes perdas, mas o amor é uma forma de energia que gira em toda a nossa volta e que ainda está presente no teu coração, renascendo assim, na forma de um novo amor. A seguinte, é a energia do som e da tua garganta. Lida com a verdade e é bloqueada por mentiras, aquelas que dizemos a nós mesmos. Lembra-te, tu não podes mentir sobre a tua verdadeira natureza. Medita sobre aquilo que te prende a este mundo. Quero que te liberte deles, que as deixes fluir pela corrente abaixo, esquecidas. Tens em ti, juntamente com toda esta vontade, o poder para trazer equilíbrio. O tempo de lutar e mudar é o agora.

sábado, 14 de dezembro de 2019

sábado, 7 de dezembro de 2019

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Textos Avulso por David de Santa Cruz

in O Varzeense de 30.11.2019
Aqui fica o texto:


Passado, presente, futuro.

Estes últimos tempos têm sido, no mínimo, engraçados. Foram dias complicados. O meu espírito encontrava-se destroçado. Cheguei à conclusão que muitas das coisas pelas quais lutei neste último ano mostraram-se becos sem saída e não me satisfaziam. Not originaly what I had in mind. E com isso deixei de acreditar naquilo pelo qual lutava. E com isso deixei de acreditar em mim. Perdi o norte, não conseguia encontrar sentido nas minhas ações. A minha auto estima, confiança e força de vontade bateram no fundo do poço. Não me lembro o quão fundo era esse poço, lembro-me apenas da escuridão imensa pela qual estava rodeado. Foram dias verdadeiramente insuportáveis. As noites eram o pior, quando me encontrava comigo mesmo, o escuro e as paredes do quarto. As insónias tinham voltado com a força toda, independentemente do quão cansativo fosse o meu dia. Mas nesta fase percebi o quão realmente belas eram as relações platónicas que tinha construído ao longo da minha vida. A intimidade e a proximidade que nelas encontrava demonstraram ser das formas de amor mais puras que nela possuía. E esse amor começou a ser a minha lanterna a cada passo que dava nessa imensa escuridão. À noite, enquanto percorria os sombrios caminhos da minha mente começaram a aparecer memórias de uma vida passada. Coisas que já me tinha esquecido ao tempo. O David que queria ser veterinário, do David que jurava a pés juntos que nunca iria fumar, do David que acordava de manhã, abria a porta da marquise para soltar o gato e corria de maneira desastrada e sonolenta para a cama dos pais para dormir mais uns 30 minutos antes de ir para a escola. Isso eram outros Davids, Davids que já cá não estão. Mas a cada memória, a cada recordação, foram-me mostrando a saída, aos poucos. Existiram outros Davids, antes de existir este David que tenho à minha frente. Eles estão vivos, eles estão comigo, somos um só. Durante esta fase obriguei-me a escrever bastante, mesmo sem me ler ninguém. Escrevemos sempre para alguém, mesmo quando escrevemos para ninguém. Este texto... Escrevo para mim mesmo. Para que o futuro eu não se esqueça que eu existi, eu e todos os outros eus que vieram antes de mim. Prazer David.