quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

Inauguração do Parque Eólico de Malhadas

2002
13 de Janeiro – Foi inaugurado o parque eólico de Malhadas, composto de 15 aerogeradores, de potencia de 9,9 MW.

- Ramos, João Barreto Nogueira, «A República Democrática 1974-2009 (No novo regime)» in O Concelho de Góis, Ensaio de Reconstituição da sua História, (do Século XII ao Século XXI), Cronologia do Poder e da Sociedade, Movimento Cidadãos por Góis, Outubro de 2009, p.245

Fotos do Parque Eólico:








terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Parque Eólico de Malhadas

2001
Começaram a funcionar os primeiros geradores de energia eólica, no parque da Serra da Malhada, fronteira dos concelhos de Góis e de Pampilhosa da Serra.

- Ramos, João Barreto Nogueira, «A República Democrática 1974-2009 (No novo regime)» in O Concelho de Góis, Ensaio de Reconstituição da sua História, (do Século XII ao Século XXI), Cronologia do Poder e da Sociedade, Movimento Cidadãos por Góis, Outubro de 2009, p.244

Fotos do Parque Eólico




segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Nevão no Cadafaz

Ontem nevou no Cadafaz, como em muitos locais em Portugal, às 8 horas da manhã já estava tudo branco.
Coloco umas fotografias tiradas no nevão de Dezembro de 2008. Nunca é demais olhar para estas lindas paisagens cobertas de neve.













domingo, 10 de janeiro de 2010

5000 visitas

O blogue ultrapassou as 5000 visitas.

Por ter chegado a este número, em menos de um ano, agradeço, a todos os visitantes, às pessoas que contribuem com fotos, informações, comentários escritos e também, as que me têm contactado pessoalmente, etc.
Espero que continuem a visitá-lo.
O meu obrigado.
Até ao próximo “post”.

Acampamento na Boiça

Em continuação ao post anterior, coloco mais uma foto referente ao acampamento efectuado na Boiça, em Abril de 1971.

Foto de Virgílio Lopes

Da esquerda para a direita: Leonel e Fernando Ferreira (meu primo e tio), Maria Amélia Lopes, João Valente e Cristina Almeida.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

União Recreativa do Cadafaz - 1972 – 1975

É num clima de grande entusiasmo, que em 1972 o associado António Baptista de Almeida assume a presidência, integrado num elenco directivo mais jovem, em que a possível falta de experiência no movimento regionalista, foi largamente compensada pelo entusiasmo e capacidade de iniciativa de quem deram mostras.
Porém, cedo esta direcção se deparou com o primeiro revés; no cumprimento do serviço militar, o vice-presidente Armindo de Almeida Alves vem a ser vítima de um trágico e fatal acidente. A dedicação à colectividade, o conhecimento que detinha sobre os assuntos, aliados à sua juventude e inteligência tornavam-no um elemento preponderante na vida da União à qual estava ligado desde a fundação.
O jovem Vitor Manuel Pimenta Gaspar, ocupa a vice-presidência e tem a tarefa de enquadrar os jovens do Cadafaz nos objectivos da colectividade.
Em 1973 a juventude está organizada na Secção Juvenil e com a irreverência própria dos jovens vai promover actividades inéditas na tradição do movimento regionalista: o teatro, cinema, actividades desportivas (xadrez, damas, futebol, andebol e campismo) e avança na publicação de um Boletim Informativo – UNIDADE –, onde naturalmente proporcionam alguma polémica, pois os seus promotores eram jovens e alguns leitores menos sensíveis à compreensão destes fenómenos de conflitos de gerações.
São os jovens da Secção Juvenil que na Casa da Comarca de Arganil promoveram reuniões entre as comissões de juventude das colectividades (Cadafaz, Colmeal, Cortes, Porto Castanheiro, Monte frio, Ribeira Celavisa, Roda Fundeira) com o objectivo de criar um órgão colegial que na altura se chegou a pensar ser a União da Juventude da Comarca de Arganil, estrutura que nunca viria a encontrar forma de materializar os seus objectivos mas que permitiu uma troca de experiências e nalguns casos de colaboração inter-colectividades que se revelaram positivas.
Ao mesmo tempo a direcção reorganizava e modernizava todo o sistema administrativo e dava passos significativos no processo dos arruamentos.
Promoveram-se obras tendentes a servir de apoio à realização do piquenique na Boiça, em Cadafaz.
O 25 de Abril de 1974, e as transformações sociais e políticas que são operadas no país, criam um clima de euforia e de grande participação popular em todos os órgãos colectivos, manifestação que se reflecte também na União e no Cadafaz.
No Cadafaz vem ser constituída uma Comissão de Moradores e por iniciativa dos mais jovens um movimento visando uma actividade promotora de acções desportivas e culturais. Este movimento nasce fora da área de intervenção da colectividade, no entanto a vontade de manter unidos os cadafazenses permitiu a sua integração nos órgãos da União sob a designação de Comissão de Dinamização Recreativa e Desportiva.
O velho sonho dos cadafazenses e da colectividade da criação de uma Casa de Recreio vem a concretizar-se com a aquisição pela União da antiga Escola Primária de Cadafaz.
Assiste-se a uma dinâmica extraordinária e a um grande incremento da actividade associativa; em Lisboa e Cadafaz o ritmo das realizações é intenso. A Casa de Recreio é equipada com uma aparelhagem, televisão, mesas, cadeiras, jogos.
Os piqueniques, almoços e excursões contam sempre com elevada participação, resultado deste estado de espírito e também da melhoria significativa do poder económico das populações, face aos aumentos dos salários e das reformas.
A União vem a suportar a comparticipação dos trabalhos de reforço do sistema de iluminação pública, processo que a colectividade havia desencadeado junto dos órgãos competentes.
Criam-se novos objectivos: beneficiação da Casa de Recreio, acessos ao Moinho Eléctrico, alargamento do largo de Stº António.
O desencadear das acções tendentes à beneficiação das instalações da Casa de Recreio, nomeadamente a construção de balneários, vem a estar na base de algumas incompreensões das quais resultou o afastamento dos órgãos sociais da colectividade do Sr. António Baptista de Almeida.
O projecto de beneficiação de arruamentos de Cadafaz entretanto aprovado e comparticipado pela Administração Central e posta a Concurso Público a respectiva empreitada, coloca a necessidade de garantir a continuidade do trabalho, e de encontrar nova equipa directiva, face à recusa do seu presidente em assumir mais mandatos.

União Recreativa do Cadafaz, 25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987, Lisboa, 1987

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

As Janeiras de antigamente

Hoje é dia de Reis, é tradição, neste dia, cantarem as Janeiras de porta em porta e receberem alguma coisa. Muitas vezes, as pessoas, davam uma chouriça, morcela, um bocado de carne, broa, enfim qualquer coisa, que era depois comido em convívio. Quando eu vivia no Cadafaz, participei algumas vezes no cantar das Janeiras, todas as pessoas davam qualquer coisa, era um bonito convívio.
No tempo da D. Arminda Jorge e da D. Isilda Martins, cantavam muitos versos que eram assim:

Ó Senhora Maria Augusta,
Por estar cá ao pé da escola,
Se tivesse cá o seu marido,
Não nos deixava sem esmola.

Infelizmente, esta e outras tradições, estão a perderem-se, muitas vezes porque não há quem as faças nas aldeias, porque cada vez mais vão estando vazias de jovens e os idosos muitos deles, já não têm a saúde de antigamente para poderem continuar com as tradições.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Folhas Soltas de Cadafaz por A.Silva

Cadafaz e Colmeal têm percorrido juntos os caminhos longínquos da sua identidade. Segundo a valiosa obra e descrição de conceituados historiadores acerca da história do concelho de Góis, verificamos que, pelo menos nas Inquirições de D. Dinis já era referido Cadafaz e Colmeal como sendo povoadas no tempo de D. Sancho (1185-1211). No Foral não Régio de Gonçalo Vasques (7º Senhor de Góis 1314), menciona-se Colmeal com quatro casais e Cadafaz com oito, aos quais se atribuíam os deveres do foro, continuando mencionadas no Foral Régio do rei D. Manuel, no Cadastro do Reino na elevação a freguesias e no reconhecimento dos Padroados já com os respectivos oragos e restantes bens das paróquias etc.
Claro que com o decorrer dos séculos muita coisa mudou, no entanto parece ter havido sempre um elo de ligação entre as duas freguesias nos vários serviços quer pessoais, religiosos ou comunitários. O serviço postal, ou seja, o transporte das malas do correio foi feito durante décadas (1916) pelos condutores de malas de Cadafaz entre Góis-Cadafaz-Colmeal e vice-versa diariamente e aqui recordarei José Simões Paulo, Guilherme Simões Paula e outros, que bem merecem o nosso eterno reconhecimento pela sua dedicação, missão tão exaustiva e tão mal renumerada. A ligação de telefone, também durante alguns anos era feita do P.C.T.F. de Cadafaz para Colmeal. O mesmo se passava em relação aos serviços religiosos, sendo as duas paróquias assistidas pelo mesmo pároco, quase diariamente tal era a assiduidade no cumprimento dos serviços da Igreja.
Mas um dos grandes impactos de ligação, foi sem dúvida o regionalismo com a criação das colectividades, a interligação entre os seus fundadores quer do Colmeal ou Cadafaz defendiam as mesmas aspirações e ideias, melhorar a forma de vida das suas comunidades e aldeias onde nasceram. Foi de uma forma bastante gratificante que o empenho no desenvolvimento foi conseguido por Homens de grande valor e eficácia. É certo que eles foram partindo mas os seus “Marcos” ficaram e com eles o grande significado para quem os sabe reconhecer e honrar aliás, creio que a melhor forma de reconhecimento é a continuidade do seu trabalho. Felizmente ainda alguém cumpre com esses objectivos, pelo que irei referir um artigo recentemente publicado nos Jornais de Arganil e Varzeense, pelo Sr. Dr. António Domingos Santos, presidente da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, artigo esse que insere um documento antigo e fotos referentes à sua colectividade e à então Liga de Melhoramentos da Freguesia do Cadafaz, dando aos Cadafazenses o privilégio de tomarem conhecimento de um artigo certamente desconhecidos para muitos. E por tal facto, é com o devido respeito e agradecimento aos seus autores que o passarei a transcrever.
Publicado “NO REGIÃO DAS BEIRAS” em 20-4-1943. Número único dedicado à Região das Beiras e Agremiações regionalistas Beirãs na Capital, Director e Editor Joaquim Dias Pereira”.
Liga de Melhoramentos da Freguesia do Cadafaz – Cláudio dos Santos, Presidente António Augusto Silva, Tesoureiro – José Gaspar Nunes e José Nunes Ribeiro, Secretários.
“A Liga de Melhoramentos da Freguesia do Cadafaz é uma das agremiações regionalistas beiroãs que melhor se tem integrado no cumprimento das suas altruístas finalidades. Cláudio dos Santos, seu presidente da direcção desde a primeira gerência, tem orientado os destinos deste organismo com muita competência e de molde a impor a sua Liga à consideração dos altos poderes do Estado. Uma das actividades mais interessantes que esta colectividade tem realizado, foi uma das excursões ao Cadafaz e na qual tomamos parte.
Todos os Anos tem também realizado o seu tradicional almoço de confraternização, de notável efeito moral e para a aproximação colectiva de todos os Cadafazenes, pois é esse dia por assim dizer de grande gala para a colónia da freguesia do Cadafaz em Lisboa.
Também em tempos foi editado um número especial do Jornal de Arganil a esta Liga, por iniciativa do saudoso Cadafazense António Nunes Carneiro a cuja memória aqui deixamos patente o preito da nossa sentida homenagem e a nossa inacersível saudade.
De resto todos os melhoramentos, e alguns por sinal muito importantes, com os quais a Freguesia de Cadafaz tem sido beneficiada nesta última década, à sua Liga os deve, se bem que a comparticipação do Estado não tenha falhado – comparticipação essa - que não viria sem a solicitação deste organismo.
Tudo quanto se diga, portanto, em louvor da Liga de Melhoramentos da Freguesia do Cadafaz e dos seus dirigentes, não é demasiado nem descabido, mas sim um acto de justiça a que não podíamos faltar traçando estas linhas. Falha-nos aqui a memória para aqui mencionarmos todos os paladinos desta Liga aos quais em outro local não fazemos referência, mas entre outros é justo destacar os Srs. Armando Ribeiro e Carlos Vidal”
Como se pode verificar não há dúvida do bom relacionamento que existia, não só entre as colectividades como com outras entidades. O que nos parece hoje não ser bem o caso com a actual União Recreativa de Cadafaz, onde se nota um nítido afastamento em relação aos deveres representativos inclusive reuniões, assembleias gerais, relatórios de contas, cobrança de quotas etc.
É certo que vão surgindo de vez em quando títulos inovadores referentes à mesma até com obras feitas. No entanto isso não deve esquecer os deveres da cooperação comunitária e regionalista segundo os estatutos da mesma. Além disso não se verifica ou prevê ensejo ou corrente de entusiasmo de ajuda aos nossos jovens como continuadores.
Lamento se irei interferir em ânimos susceptíveis, mas Cadafaz tem de relembrar que ainda há vida na sua sede de Freguesia e pessoas com direito a ser participativas e cooperativas em assuntos que a todos diz respeito, inclusivamente incentivar a comunidade Cadafazense que se encontra em Lisboa e noutros locais e não esquecerem a sua aldeia.
in Jornal de Arganil, de 31 de Dezembro de 2009

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Janeiro


Alguns provérbios de Janeiro:

Em Janeiro sete casacos e um sombreiro.
Não há luar como o de Janeiro.
Janeiro fora, crescem os dias uma hora e, quem bem contar, hora e meia há-de achar.
Em Janeiro, um pouco ao sol, um pouco ao fumeiro.
Luar de Janeiro é o primeiro.
Quando em Janeiro a lua vaza, corta madeira para tua casa.
Pintos de Janeiro vão com a mãe ao poleiro.
A pescada de Janeiro vale carneiro.
Luar em Janeiro não tem parceiro.
Minguante de Janeiro, corta o madeiro.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Olhares XV

Olhares sobre o Cadafaz:
Casas de pedras

Casa de Pedra
Casa na Barroca, foto de Arminda Silva

Igreja e coreto

Sinos da Torre do Relógio, foto de Armindo Neves

Sino da igreja