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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Confraria do Cabrito, da Castanha e do Mel do Concelho de Góis

Realizou I Capítulo  


   Perante uma plateia que lotou o auditório da Casa da Cultura de Góis, teve lugar, no passado dia 15 de setembro, o I Capítulo da Confraria do Cabrito, da Castanha e do Mel do Concelho de Góis, que tem por "fim especifico o levantamento, defesa e divulgação do património gastronómico da região das Beiras em geral e em especial do cabrito, da castanha e do mel", conforme palavras da mestre de cerimónias, Dra. Fátima Gonçalves.
    A receção teve lugar na Praça da República, perante animação da Fanfarra dos BV de Coja e do Grupo de Concertinas do Machio, seguindo depois para o Salão nobre dos Paços do Concelho, onde foram recebidos com elevadas saudações da presidente da Câmara Municipal, Dra. Maria de Lurdes Castanheira, que agradeceu em especial às Confrarias Madrinhas, a todos os que ajudaram a nova Confraria e ao impulsionador Casimiro Alves Vicente, Grão Pastor do plenário dos Pastores (direção da Confraria).
    A edil agradeceu igualmente a todos os que trabalharam em nome deste projeto e recordou o saudoso Armindo Neves, enaltecendo ainda a forma como foi recebida em Poiares, nomeadamente, pelo presidente Jaime Soares, quando também ela, no passado dia 9 de setembro, foi entronizada Confreira de Honra pela Confraria da Chanfana.


    Lurdes Castanheira congratulou-se pela Cooperativa Social e Agro-Florestal de Vila Nova do Ceira, que, recentemente, foi alvo da atribuição de galardão de ouro pela embalagem do seu mel e manifestou a sua satisfação pelo Dr. Pedro Machado, do Turismo Centro de Portugal também ser entronizado Confrade de Honra na Confraria de Góis.
    Em nome do Turismo Centro de Portugal, Dr. Pedro Machado deixou a promessa que a Confraria do Concelho de Góis estará "sempre presente na divulgação maciça" feita pela Turismo Centro e alertou para a proteção e salvaguarda dos produtos e dos produtores.
    O apoio e grande empenho que a Câmara Municipal de Góis teve desde a primeira hora foi reconhecido pela Dra. Fátima Martins, que ocupa o cargo de Souto da Suprema Serra (assembleia geral) e que, muito dignamente entreviu em representação do Prof. João Simões, Grão Souto da Suprema Serra (assembleia geral), impossibilitado de estar presente na cerimónia deste primeiro capítulo.
    Para a Dra. Fátima Martins "hoje constrói-se futuro respeitando o passado", realçando o património da região. Na sua maneira de pensar, o cabrito, a castanha e o mel são fruto do trabalho do homem, que a confraria pretende respeitar e honrar.
    Seguiu-se o desfile pelas ruas da vila até à Casa da Cultura, onde as cerimónias se prolongaram durante toda a manhã, tendo como ponto alto a entronização dos novos confrades.
    Primeiro foram entronizados os elementos que compõem os
    CORPOS SOCIAIS DA CONFRARIA:
    Assembleia Geral (Suprema Serra)
    João Alves Simões, Grão Souto; Maria de Fátima Garcia Matos Martins, Souto; Maria de Lurdes Costa Serôdio Barata, Ouriço e Maria do Céu Simões Alves, Castanha.
   Direção (Plenário dos Pastores)
   Casimiro Alves Vicente, Grão Pastor; Erminda Maria Alves Muro, Pastor do Monte; Carlos da Conceição Jesus, Pastor do Cercado; António José Madeira Gouveia, Cajado e Vítor Jesus Marques, Alforge.
    Conselho Fiscal (Apiário)
    Artur Nascimento Neves, Abelha; Valentim Antunes Rosa, Favo; Maria Salomé Duarte Carvalho, Mel e José Reis Antão, Crestadeira. 


Os elementos entronizados fizeram o seu juramento perante a Federação Portuguesa de Confrarias Gastronómicas, representada por António Carvalhais e pelas Confrarias Madrinhas da Chanfana de Vila Nova de Poiares e do Bucho de Arganil, respetivamente representadas por Madalena Carrito e Nuno Gomes, que teceram palavras sobre a nova confraria e as mais valias que irá, certamente, trazer à região.
    Em seguida foram também entronizados os
    CONFRADES DE HONRA:
    Dr. Pedra Machado (Turismo Centro de Portugal); Drª Maria de Lurdes Castanheira (presidente da Câmara Municipal de Góis); Dr. Miguel Ventura (presidente da direção da ADIBER-Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra); José Dias Santos (presidente da direção da Casa de Concelho de Góis); Eng. Helena Rodrigues (Cooperativa Social e Agroflorestal de Vila Nova do Ceira); Jaime Miguel Garcia (Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Góis); Valentim Antunes Rosa (Santa Casa da Misericórdia de Góis) e
Artur Nascimento Neves (Conselho Diretivo dos Baldios da Freguesia do Cadafaz).

   
 Muitos outros Confrades e Confreiras serão entronizados mais tarde, assegurou a Drª Fátima Martins, que apelou à ajuda de todos para esta confraria que "nasceu hoje", disse.
    Casimiro Alves Vicente, Grão Pastor do Plenário dos Pastores reconheceu que a formalização da Confraria tem sido um processo moroso, mas, conforme disse: "mais vale subir à montanha como velho, para chegar ao cimo como jovem", acreditando que, após o juramento "mergulharão, com garra de jovem, neste desafio, de forma a elevarem gastronomicamente o Cabrito, a Castanha e o Mel do concelho de Góis".
    Otimista, Casimiro lembrou que "uma pequena semente, se bem conduzida, originará uma árvore de grande porte", sendo o que espera para esta confraria.
    De realçar que, tratou-se de uma cerimónia de elevado nível, onde tudo foi pensado ao pormenor, desde a ornamentação do auditório, alusiva aos produtos da Confraria, passando pela entrada do pequeno cabrito em palco e pelos momentos musicais que foram intercalando o programa.
    Após a "foto de família" os confrades e restantes convidados seguiram para o almoço, onde puderam apreciar as iguarias preparadas para este capítulo, nomeadamente a degustação do Cabrito, da Castanha e do Mel.

in O Varzeense de 30 de setembro de 2013

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Uma nova aposta para Góis Confraria do Cabrito e da Castanha

Em Góis, a castanha passou a constar de uma nova confraria gastronómica, agora associada ao sabor do cabrito serrano. A apresentação pública da escritura e proposta dos corpos sociais, bem como, a entrega do livro da confraria, decorreu no dia 30 de Outubro, no restaurante “Retiro dos Sabores”, em Góis, numa cerimónia que reuniu grande parte dos grupos culturais do concelho e inúmeros amigos de Góis, numa verdadeira manifestação de saber popular.
A ideia surgiu de Casimiro Vicente, presidente da Junta de Freguesia de Cadafaz, e tal como ele próprio afirmou “o homem sonha e a obra nasce”. Por isso, a 9 de Novembro de 2009, em Coimbra, foi efectuada a escritura pública para a constituição da Confraria do Cabrito e da Castanha da Serra do Ceira, com a seguinte comissão instaladora: Casimiro Alves Vicente, Maria de Lourdes Castanheira, António José Madeira Gouveia, Armindo dos Anjos Neves e Carlos da Encarnação de Jesus.
Um ano depois, a confraria mostrou que tinha “pernas para andar” conforme palavras do seu mentor, que propôs então os corpos sociais, conforme lista se segue:
Assembleia Geral
Presidente: Prof. João Alves Simões, Vice-presidente: Eng. Mário Almeida Nunes, Secretario: Maria Helena Antunes Barata Moniz, Vogal: Drª Maria Céu Simões Alves e Vogal: Drª Lisete Matos, Vogal: Alberto Alves.
Direcção
Presidente: Casimiro Alves Vicente, Vice-presidente: Jorge Alberto Alves dos Reis, 1º Secretário: Dr. Filipe Carvalho, 2º Secretário: António Gouveia, Tesoureiro: Carlos Jesus, 1º Vogal: Enf. Victor Marques, 2º Vogal: Henrique Miguel de Almeida Mendes e 3º Vogal: Armindo dos Anjos Neves.
Conselho Fiscal
Presidente: Artur das Neves, Vice-presidente: Valentim Antunes Rosa, Secretário: Maria Emília Gaspar e Vogal: José Reis Antão.
Conselheiros consultivos
Eng. Diamantino Jorge Simões Garcia, Drª Tânia Neves, Dr. Alberto Mateus, Prof. Daniel Neves, Drª Gisela Carvalho, Dr. Victor Manuel Fonseca Duarte, Dr. Avelino Pedroso e José António Vitorino Serra.
Conselheiros Superiores
Drª Maria de Lourdes Oliveira Castanheira, Dr. José António Pereira de Carvalho, Cassiano Alves Bandeira, General Rodolfo Begonha, Dr. António Bandeira Bento, António Pereira Avelino Martins, Dr. Fernando José Santos Barata, Dr. José Leonel Martins Carriço, Adriano Pacheco, Fernando Ribeiro, Armando Gualter Nogueira Campos, Augusto Bandeira e Albano Neves e Silva.
A cerimónia, moderada por Armindo Neves integrou ainda a entrega do livro da Confraria à presidente da Câmara Municipal, efectuada pelo Rancho Folclórico Grupo de Pastores de S. Romão e contou com a actuação de todos os grupos culturais presentes: Filarmónica da Associação Educativa e Recreativa de Góis, Rancho Folclórico de Danças e Cantares da Freguesia do Cadafaz, Escola de Concertinas e Violas de Góis, Rancho Folclórico Serra do Ceira e os Ranchos Folclóricos Sachadeiras da Várzea e Mensageiros da Alegria.
Durante a apresentação pública da Confraria do Cabrito e da Castanha da Serra do Ceira, Maria de Lourdes Castanheira, na dupla condição de sócia fundadora da confraria e de Presidente da Câmara Municipal de Góis referiu ser uma grande honra para o município a criação da confraria e disse que, naquilo que for possível, o município estará disposto para acarinhar esta iniciativa, congratulando-se por também integrar este projecto, que espera venha a ter muitos associados, de forma a levarem a confraria a bom porto.
Julgando estarem reunidas as condições para não ser preciso mais um ano para se voltarem a encontrar, terminou com optimismo “é preciso deitar mãos à obra”.
No final da cerimónia foi ainda servido um beberete a todos os presentes e mais tarde, será marcada uma reunião para eleger os corpos sociais da Confraria, bem como, escolher o traje e aprovar os estatutos da colectividade gastronómica.
Segundo apurou o nosso jornal: o objectivo da confraria é casar os dois ingredientes na mesma refeição, apresentando o cabrito como prato principal e as castanhas como sobremesa.
Em conversa com Casimiro Vicente, soubemos ainda que, o projecto pretende também valorizar os recursos endógenos do território e apostar na criação do cabrito. Para além da rentabilização dos terrenos baldios e dos rebanhos locais, este projecto ajudaria ainda na prevenção e controlo dos incêndios florestais.
Casimiro Vicente, já com uma ideia sobre o traje, defende a representação de um pastor e aproveita para alertar que a confraria, com sede em Cadafaz, precisa também de um espaço na vila de Góis.
Para melhor se compreender, as Confrarias Gastronómicas são património nacional, é a cultura viva, transporta ao longo dos tempos. Quem não se recorda de receitas dadas a conhecer pelos nossos avós. É a cultura passada de geração para geração, esperando vivamente que a cadeia não quebre. As Confrarias Gastronómicas são as sentinelas do enorme e rico património cultural. É a elas que compete zelar pela divulgação e preservação dos bons pratos regionais.
in O Varzeense de 15 de Novembro de 2010

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Góis - Assinatura da escritura pública

Nova confraria do cabrito e da castanha


Num universo de cerca de sete dezenas de confrarias gastronómicas surgiu ontem, em Cadafaz, aquela que pretende divulgar o "casamento perfeito" entre os sabores do cabrito e da castanha.
Com tantas confrarias gastronómicas a nascer todos os anos em Portugal, pelo menos até ontem, ainda não tinha surgido uma para, expressamente, defender os valores culinários da castanha e das suas diversas aplicações na cozinha. Sendo uma semente (que germina dentro do ouriço, fruto do castanheiro), a castanha tornou-se uma marca do Outono em Portugal, cujo momento alto é o Dia de São Martinho, que se celebra amanhã. Nem de propósito, para assinalar a data, teve ontem lugar a assinatura de constituição formal da Confraria do Cabrito e da Castanha da Serra do Ceira.
Por iniciativa de Casimiro Vicente, presidente da Junta de Freguesia de Cadafaz, concelho de Góis, a ideia de constituir esta instituição é um projecto que tem vindo a "cozer em banho-maria há quatro anos". Juntando os dois ingredientes na mesma refeição, o objectivo é apresentar o cabrito como prato principal e as castanhas como sobremesa.

Rebanho comunitário fornecerá a carne
O projecto pretende ser muito mais abrangente. A aposta passa pela constituição de um rebanho comunitário de gado caprino jovem que será pastoreado de acordo com novas técnicas, utilizando vedações amovíveis que preservam as diversas parcelas de pasto que vão sendo ocupadas sucessivamente ao longo de 40 hectares de um terreno já sinalizado na freguesia. Será garantia de proveniência da carne, mesmo que ainda não tenha sido possível obter a certificação do cabrito da região, processo despoletado há dois anos pela Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra (Adiber), com sede em Góis. "Até agora ainda não houve qualquer resposta a esta pretensão", lamentou a presidente da autarquia, Lurdes Castanheira. "A proveniência da carne do cabrito será um ponto fundamental para a confraria; não se pode fazer com cabritos vendidos na Makro, por muito boa que seja a sua qualidade", refere a autarca, defendendo "a necessidade de reinvestir na caprinicultura, o que vai promover novos postos de trabalho e, até, ocupação dos terrenos da serra como forma de controlar os incêndios florestais".
António Rosado
in Diário as Beiras de 10/11/2009