Estas alminhas são chamadas do Ferreiro, estão encaixadas na parede de uma propriedade agrícola, na Quelha da Portela.
segunda-feira, 25 de abril de 2011
quinta-feira, 21 de abril de 2011
2 anos a navegar
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Olhares XXII
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Obras no Adro em 2001
quarta-feira, 13 de abril de 2011
segunda-feira, 11 de abril de 2011
As Ladainhas da Quaresma
Antigamente, no Cadafaz cantavam-se as Ladainhas pela Quaresma. Todos os dias à noite até ao Sábado de Aleluia, juntavam-se dois grupos, um de homens e outro de mulheres, em que os cânticos eram marcados pelos dias da semana, cada dia era um diferente. Começava-se na Igreja até à Capela de Santo António e voltava-se à Igreja. Enquanto um grupo cantava o outro grupo ia avançando.
As Ladainhas eram as seguintes:
Segunda-feira: Virgem Santíssima
Terça-feira: Avé Maria
Quarta-feira: Excelências
Quinta-feira: Versos do Domingo
Sexta-feira: Martírios
Sábado: Bendito e Louvado
O cântico da Virgem Santíssima era assim:
Virgem Santíssima não permitais que eu viva e não morra em pecados mortais, pecado mortal não hei-de eu morrer que a Virgem Santíssima me há-de valer.
Também existia as Ladainhas pelo Santo António que eram cantadas entre o dia 1 e 13 de Junho.
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Folhas Soltas de Cadafaz por A.Silva
Quem foi Virgílio Nunes dos Reis?
Era natural da povoação de Cadafaz e foi presidente da Junta de Freguesia de Cadafaz de 1975-1997. Desde muito jovem tomou novos rumos, seguindo para a Guiné, onde constituiu um império, mas sem nunca esquecer a sua aldeia, familiares e amigos. Passados alguns anos decidiu regressar de novo e, eis que mais uma luz volta a brilhar em Cadafaz, devido ao seu grande dinamismo empreendedor e conhecimento industrial. Isto numa altura em que a desertificação na freguesia já era evidente. No entanto tentou dar o seu contributo e esperança à comunidade. E, seguindo algumas das linhas do seu antecessor – Guilherme Simões Alves – continuou a grande “batalha para mais progresso e desenvolvimento em toda a freguesia. Daí as muitas deslocações no seu transporte particular a Góis, Coimbra, Lisboa, etc Note-se que não havia viaturas ao serviço da J. F. para superiores ou funcionários. A verdade é que vários assuntos foram resolvidos e concretizados, como habitualmente alguns com bastantes entraves, só a sua perseverança e conhecimentos pessoais o ajudaram.
Uma das obras, nada fácil, foi a abertura de uma via entre Cadafaz e Candosa para acesso automóvel. Visto ser projectada com inclusão de terrenos de cultivo. Quem é que cedia o seu terreno se nem sequer tinham automóvel? – Mas a obra foi feita e, embora actualmente seja deficiente (estreita) para transportes pesados ainda ninguém fez melhor, pelo menos suprimir algumas curvas. Também a ponte nova, entre Candosa-Colmeal e a Levada de regadio da ribeira do Carvalhal-Candosa, foram obras de grande utilidade para a povoação e não só. Outro grande melhoramento foi a ponte nova entre Tarrastal-Cabreira e acessos a qual veio beneficiar as deslocações à sede do concelho. Também a compra da casa do minério Castelejo, para a qual tinha vários projectos (hoje a degradar-se). A abertura de uma estrada carreteira entre Corterredor e Mestras foi na altura bastante benéfica mas passados cerca de 30(?) anos não foi alcatroada.
No que se refere à povoação de Cadafaz:
- Foi feita a ampliação do Largo de Santo António com colocação de um chafariz.
- Recuperação e ampliação do antigo edifício do Registo Civil e regedor – para serviços administrativos e reuniões da Junta de Freguesia e um gabinete onde foram instalados o Posto Médico,
- Beneficiação com placa e degraus em todos os quelhos e becos da aldeia (onde antigamente se formavam as estrumeiras).
- Fez também a ampliação do cemitério, juntando o novo e o velho e a condução de água para o mesmo.
- Muito mais haveria a enumerar, mas, vou terminar com aquela que seria certamente a sua grande preocupação e expectativa – o inicio das negociações para instalação do primeiro parque para as Torres Eólicas na serra das Malhadinhas, desta freguesia, através do qual se previa algum fundo de manutenção para continuidade das obras que ele tanto ambicionava para a sua aldeia e freguesia.
Era, sem dúvida, devido ao seu grande conhecimento e proficiência a pessoa indicada para tal missão e futuro progresso de Cadafaz. Mas, não faltaram imediatamente, as modernas comissões, organizações etc. e Cadafaz começou a perder a esperança anteriormente adquirida.
Infelizmente, Virgílio Nunes dos Reis pouco mais anos esteve entre nós, e hoje, mais que ontem, verificamos que não só perdemos mais um ser humano, como também um notável cadafazense, ficando a aldeia mais pobre, em progresso e sabedoria. O decorrer dos anos tem-nos dado provas visíveis dessa realidade.
Esperemos que pelo menos sejam preservadas as obras que tão bem concretizou e tanto tem beneficiado toda a freguesia.
in O Varzeense de 30 de Março de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
Prova de Aptidão Profissional: "Concertinas no Cadafaz"
No dia 16 de Abril de 2011, a Graciete Henriques que é da Cabreira vai fazer a sua Prova de Aptidão Profissional na Casa de Convívio do Cadafaz. A prova consiste em preparar e apresentar um Encontro de Concertinas, o qual terá a seguinte programação:
14 horas – Abertura dos Workshops de artesanato e dos stands de Gastronomia
14 h30m – Recepção dos concertinistas convidados
15 horas – Actuação da Associação Cultural e Recreativa da Escola de Concertinas da Lousã
15 h30m – Actuação da concertinista Sónia Henriques
16 horas – Actuação do concertinista Armindo Neves
16 h30m – Actuação da Grupo de Concertinas Sem Eira nem Beira - Góis
17 horas – Actuação do Grupo de Concertinas do Rancho Folclórico Danças e Cantares da Freguesia do Cadafaz
17 h30m – Actuação do concertinista Tiago Henriques e seu Pai
18 horas – Entrega das Lembranças aos participantes
18 h30m – Lanche para todos os participantes e acompanhantes
20 h30m – Final do Evento
domingo, 3 de abril de 2011
Foto de alunos da Professora Arminda de Jesus Alves Martins
Para complementar os meus posts sobre a Professora Arminda de Jesus Alves Martins, coloco uma foto, que me foi enviada pelo José António Martins, tirada no ano de 1951 no Corterredor com os alunos.
| Foto de José António Martins |
As duas senhoras são a Professora Arminda de Jesus Alves Martins e D. Elvira Martins (que estão lado a lado). Penso que do lado esquerdo da foto na segunda fila a primeira rapariga seja a D. Zulmira Lourenço, porque reconheço parecenças no seu filho Zé Luís.
sexta-feira, 1 de abril de 2011
Alguns provérbios de Abril:
Abril, chuva, frio e vento
És o mês mais aguadeiro.
Mas a chuva que nos dás
Transforma o pão em dinheiro
Vão chegar as andorinhas
Com os seus gorjeios suaves
Não as deixes ir sozinhas
Já tenho Tantas saudades
Lá vêm as andorinhas
De novo a Portugal
Alegrar com os seus chilreios,
As pontas do meu beiral.
Alegram-se os corações
O sino já repenicou
Tudo fala, conta e diz:
O Senhor ressuscitou!
Abril, chuva, frio e vento
És o mês mais aguadeiro.
Mas a chuva que nos dás
Transforma o pão em dinheiro
Vão chegar as andorinhas
Com os seus gorjeios suaves
Não as deixes ir sozinhas
Já tenho Tantas saudades
Lá vêm as andorinhas
De novo a Portugal
Alegrar com os seus chilreios,
As pontas do meu beiral.
Alegram-se os corações
O sino já repenicou
Tudo fala, conta e diz:
O Senhor ressuscitou!
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