terça-feira, 8 de junho de 2010

Lar da Freguesia de Cadafaz

A Esperança não Morreu e a Obra Aconteceu!
P’la Comissão Pró Lar, Daniel Neves

Após alguns anos de incertezas, promessas, intenções e desilusões, chegamos finalmente a factos concretos. O Lar de Idosos da Freguesia de Cadafaz, a construir na Cabreira, vai ser uma realidade. Quem visitar esta aldeia, vai reparar no movimento de terras e máquinas, indicando já o que será, o acento para a implantação dessa unidade que muito irá contribuir para a estabilidade social desta freguesia e concelho, nomeadamente no apoio aos idosos, como também na criação de emprego aos jovens, com a criação de cerca de 25 postos de trabalho, contribuindo assim no combate à desertificação.
Esta primeira fase, muito se deve à dinâmica dos que têm contribuído para se chegar a este momento, mas queria em especial, dirigir uma palavra de apreço à Câmara Municipal de Góis, na pessoa da sua presidente Srª Drª Maria de Lurdes Castanheira, pela forma como tem colaborado com as instituições da freguesia e Caritas Diocesanas de Coimbra, manifestando um especial interesse pela obra, facultando todo o apoio necessário. Confiamos que continuará com o mesmo interesse, porque sabemos que respeita os seus compromissos.
Segundo informação do Sr. P.e Luís Costa, presidente da Caritas, o Projecto está neste momento, em fase de preparação para o concurso da adjudicação da obra, o que nos dá a esperança que dentro em breve veremos o levantamento da construção.
Estamos na fase da união de esforços, muitos têm trabalhado para que esta obra seja uma realidade; entre instituições da freguesia e pessoas que as dirigem e para elas gratuitamente trabalham, os particulares e já são muitos, que têm em auxiliado com o seu contributo, e, a seu tempo serão referidos, fazendo-se assim justiça, reconhecendo o seu esforço.
Num futuro próximo, teremos o privilégio de ver a obra concluída e na altura poderemos dizer ao povo e amigos da freguesia, para se sentirem orgulhosos desta sua obra, que irá melhorar as condições de vida, permitindo-lhes um fim condigno. Mas para que isso aconteça temos que fazer um apelo aos políticos, continuem com uma participação activa, para que se consiga atingir os objectivos, que tem que haver vontade política, a contribuição monetária é importante, mas precisamos também muito, da comparticipação do estado, nos acordos e na participação monetária, mesmo que seja pequena. Esperemos isso, porque mesmo em crise, há obras que são pertinentes e esta é uma delas.

in O Varzeense de 30 de Maio de 2010

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Mini-férias


O blogue vai para umas mini-férias.
O próximo post será no dia 8 de Junho, até lá.

terça-feira, 1 de junho de 2010

Junho


Eu sou o Junho
Que não dou nada;
Mato a fome
Com a minha cevada.

Alguns provérbios de Junho:

Junho fouce no punho.
Junho quente, Junho ardente.
Quem em Junho não descansa, enche a bolsa e farta a pança.
Quando Jesus se encontra com João, até as pedras dão pão.
Quem Quiser bom melão, semeia-o na manhã de S. João.
O milho, pelo S. João, deve cobrir um cão.
Pelo S. João, deve cobrir um cão.
Pelo S. João a sardinha pinga no pão.
Ande onde andar o Verão há-de vir no S. João.

domingo, 30 de maio de 2010

Os alunos

Esta foto foi tirada na segunda metade dos anos 40 e representa os alunos que a Professora Arminda Jesus Alves Martins tinha nesse ano. Nessa altura a D. Arminda dava aulas na escola no Corterredor.

Foto de Cila Nunes

Os alunos que estão aqui retratados são do Corterredor e Cadafaz, sendo os seguintes para o Cadafaz:
1 – Miquelina Pina, 2 – Manuel (filho da D. Mercedes), 3 – Aníbal Almeida, 4 – Artur Nunes, 5 – Arminda Silva, 6 - Maria Alice Folgosa (Corterredor), 7 - Fernando Folgosa, 8 - Maria Odete Gaspar
Professora: Arminda Jesus Alves Martins

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Olhares XVIII


Casas em ruínas

Espelho I

Espelho II

Porto Rego

 Flor de cerejeira

Ramos de cerejeiras em flor

terça-feira, 25 de maio de 2010

Folhas Soltas de Cadafaz por A. Silva

Mas… Cadafaz não foi nem é um mito – o povoado sempre existiu

São os antigos textos históricos que nos vão aumentando a curiosidade e conhecimento acerca dos nossos antepassados, "cuja valiosa fonte tem sido obtida através da -exaustiva pesquisa dos nossos historiadores e investigadores, sendo a sua divulgação quer literária, quer informática, a grande difusora. Infelizmente, nem sempre é possível obter tais conhecimentos - é o caso de Cadafaz, sem qualquer sector de literatura disponível ou meios, informáticos, inclusivamente até os testemunhos pessoais se tem deixado perder. Mas, .. Cadafaz não foi nem é apenas um mito - o povoado existe e existiu não foi por acaso o aparecimento das primeiras habitações no Codeçal - não foi por acaso a sua mudança, ou seja, a mudança da comunidade para o local actual, nem sequer as ruínas de grandes casas que ainda conseguimos descobrir, além dos muitos e dispersos terrenos de cultivo, cujos socalcos tentam mostrar a obra humana, tal como os soutos, os olivais e os muitos e variados engenhos que ajudaram a criar gerações. Por tudo isto, temos de acreditar que também aqui a obra das gentes do povo rural foram de grande vulto. Diz-nos o Historiador J. H. Saraiva, no seu livro a História Concisa de Portugal; "não tem sido fácil o conhecimento das acções do povo por falta de documentação escrita. A totalidade de que se dispõe está ligada à igreja e a propriedade ou uma e outra, pois só o clero sabia escrever. Desde muito cedo tiveram os seus cartórios [já existiam no. tempo do rei D. Afonso Henriques]. Mas há vestígios que mostram que o povo desempenhou acções decisivas e de grande determinação.

No entanto, as dificuldades parece que se vão atenuando e a investigação torna-se mais profícua, pelo que vamos tendo conhecimentos de dados valiosos e Interessantes. É o caso do pequeno resumo do texto que passarei a transcrever com o devido respeito ao seu autor, Dr. J. Tengarrinha, visto tratar-se de Cadafaz e Colmeal: "Nas freguesias do Colmeal e Cadafaz, concelho de Góis, em 1777 / 1779, os agricultores recusaram-se, apesar das ameaças e intimidações, a satisfazer excessivas e arbitrárias jugadas cobradas em cada triénio, especialmente às pessoas mais pobres, e exigidas pelos feitores do donatário da vila Conde de Vila Nova".

Alguns anos mais tarde surge nova referência sobre as mesmas povoações. Nos lugares de Cadafaz e Colmeal, concelho de Góis, os agricultores resistiram colectivamente em 1782/1783 às exigências de maiores foros superiores aos determinados no foral, feitas pelos contratadores das rendas do donatário de vila nova. Cadafaz teria de passar a pagar anualmente 50 alqueires de pão e Colmeal 32, e os rendeiros passaram a exigir 459 alqueires sem que as terras de cultivo tivessem aumentado.
Os excessos de cobrança foram ao ponto de um tal João Moniz, por não possuir um alqueire de pão, ter de pagar a dinheiro 440 reis, Luiz Braz 420, Mannuel Simões 450 e Sebastião Fróis 460, tudo no ano de 1782, em que os preços do trigo e centeio não tinham atingido tais níveis.

A leitura destes textos e de outros que se passaram por todo o País, comprova qual a classificação e exploração ao povo rural, não só do trabalho agrícola, como dos bens monetários e humanos. No entanto, e actualmente, as frases são diferentes, chiques e imperceptíveis, não referindo o povo da gleba, mas sim o povo que contínua a trabalhar e tenta viver a sua vida honestamente. São estes que continuam a pagar, os foros ... jugadas... fintas ... etc, etc, tudo em nome de impostos.
Felizmente o povo é pacato, e só se irrita quando o clube perde ...

Cons. - Hist.Concisa de Portugal - Dr.J. H. Saraiva
Cons. - Movimentos Pop. Agrários em Portugal - Dr. José Tengarrinha
Agrad. - A Paula Santa Cruz pela inf. disp. além de enaltecer a sua iniciativa particular de dar a conhecer o Cadafaz através do seu Blog pessoal.
in Jornal de Arganil de 20 de Maio de 2010

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Alminhas da família Neves

Campanário em frente da povoação, chamada Fonte do Juíz, mandada construir pela família de Alcides Antunes.

Luciano Nunes dos Reis
in O Varzense, de 15/05/2007

Fotos:









Fotos tiradas de noite, num dos dias em que a Santinha está iluminada:


sábado, 22 de maio de 2010

As obras nos Portos

No início do mês de Maio, devido aos buracos que havia no chão foi retirado a cobertura de madeira que estava por cima do poço. Neste momento, estão a construir uma nova cobertura de cimento e pedras.
Coloco umas fotos que o Mário Neves me enviou das obras que lá estão a decorrer.






Fotos de Mário Neves

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Folhas Soltas de Cadafaz por A. Silva

Cerimónias religiosas da Páscoa em Cadafaz
Longe vai o tempo em que a alegria e azáfama da festividade pascal eram, sem dúvida, uma grande demonstração de fé plena de actividades religiosas, algumas das quais começavam no início da quaresma, como os cânticos diários das ladainhas, a lamentação das almas, as confissões etc. Hoje não passa de uma efémera continuidade e se ainda se mantém é graças à boa vontade de elementos da comunidade que se prontificam, fazendo a visita na povoação e restantes aldeias.
Já que nos últimos 20/30 anos deixou de ser feita com acompanhamento do Sr. Pároco ou até leigos da paróquia. Mas este ano nas restantes cerimónias tivemos o privilégio da presença do Exmº. Monsenhor André Freire quer na missa e bênção dos ramos quer na missa e procissão de Domingo de Páscoa. Pelo que, nos sentimos muito honrados e reconhecidos. Procedeu-se em seguida à visita às casas dos residentes e dos conterrâneos que nesta altura se deslocam à sua aldeia inclusivamente muita juventude que neste dia conseguem atenuar a solidão em que as pessoas vivem normalmente sós.
Oxalá que deus os proteja e ajude tal como aos mensageiros da visita que, mais uma vez, percorreram as povoações em tão nobre missão.

Limpar Portugal
Pelo que tive conhecimento também nesta freguesia decorreu a limpeza. E, fiquei, de facto surpreendida, com o material mais encontrado nesta zona, em virtude de não serem conhecidas oficinas de viaturas ou algo respeitante ao ramo…
Esta acção não deve ser só considerada como festiva e fotogénica, mas sim, como um aviso de alerta e de consciência para que se pense não só na limpeza doméstica, mas também no espaço interior das povoações e nas zonas de acesso às mesmas.
Infelizmente, em Cadafaz, deparamo-nos com amontoados dos mais diversos materiais ou monos, e até alguns de uso fúnebre, o que não só dá um péssimo aspecto aos residentes como a quem nos visita ou circula de passagem. Neste caso as entidades da freguesia, e não só, terão uma dose de “meã culpe”, porque não falta nesta zona locais propícios a este género de material e que poderiam ser cedidos para tal efeito, como já se verifica noutras freguesias.

A Dança das Placas
Como foi de conhecimento da comunidade, em Agosto passado foi feita nesta povoação uma homenagem ao Regionalismo da freguesia na qual foi inaugurado a reposição de uma antigo chafariz no Adro da Igreja. Porém, como é habitual fica sempre algo por concluir e, neste caso, parece que tapar uma abertura rapidamente foi simples… Só que a abertura é da parte de trás do chafariz e bastou tapá-la com uma placa de mármore há tempo retirada de outro local e mesmo quando a placa se refere a uma homenagem feita pela Liga de Melhoramentos da Freguesia de Cadafaz a um ilustre Eng. que muito contribuiu para a realização dos vários melhoramentos nesta povoação e não só, quando dos melhoramentos rurais em 1940 – e, como conclusão observamos que a mesma se refere a um Largo e não ao início de um lance de escadas onde agora está colocada. Será assim tão dispendioso uma portinha para o orifício nas “costas do chafariz”?
Na mesma altura (Agosto) foi aberto um acesso para uma garagem de Junta de Freguesia, pelo que foi destruído parte de um muro onde estava afixada uma Placa da Homenagem à fundadora do Rancho Folclórico de Cadafaz (1939).
Acontece que até à data não foi feita a reparação (remate) do muro nem colocada a placa … ali ou noutro local condigno.

Placard Turístico da Freguesia de Cadafaz
Certamente não têm passado despercebidos os placards instalados nos limites da nossa freguesia. Dignifico a ideia, pois, foram bem pensados… bem seguros… com bonitas cores… e possivelmente bem dispendiosos (para uma freguesia pobre) e é por esta razão que me atrevo a expressar a minha surpresa ao verificar que: a área geográfica da freguesia de Cadafaz neles inseridas se encontra em plano horizontal (ver foto 1 – Placard – Fotoc. Posição que deveria ter sido utilizada embora também nesta o rio e vias de acesso não estejam muito correctas, no entanto, não estaríamos deitados.
Claro que na posição do placard, o Slogan “um paraíso na terra” não nos anima, mesmo estando a freguesia em decadência.
Por hoje as folhas já vão longas. Todos estes assuntos foram já dados a conhecer pessoalmente à entidade responsável, no entanto, as explicações confusas não passaram ainda à solução.
in O Varzeense de 15 de Maio de 2010


 Placard afixado na freguesia de Cadafaz


 Posição correcta do mapa da freguesia de Cadafaz


NOTA: Por as fotos estarem a preto e branco no jornal e ter as mesmas a cores coloquei as minhas.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Colecção Museológica de Góis

2009
18 de Maio – Foi aberto ao público a Colecção Museológica de Góis, com peças seleccionadas dos espólios doados ao município por Alfredo e Carolina Simões Travassos, Armando Simões Travassos, Margarida Santos Coelho e Fátima de Jesus Neves.

- Ramos, João Barreto Nogueira, «A República Democrática 1974-2009 (No novo regime)» in O Concelho de Góis, Ensaio de Reconstituição da sua História, (do Século XII ao Século XXI), Cronologia do Poder e da Sociedade, Movimento Cidadãos por Góis, Outubro de 2009, p.251