quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Contestação

1783

Persiste a contestação de alguns agricultores de Colmeal e Cadafaz, sobre o pagamento de foros. O foral prevê o pagamento anual de 50 alqueires de pão na freguesia de Cadafaz e 32 alqueires na freguesia do Colmeal, e queixam-se que a repartição não tem sido justa. O assunto foi remetido ao Desembargo do Paço, para que se faça a devida justiça.

- Ramos, João Barreto Nogueira, «A dinastia dos Lencastres 1658-1832 (No tempo do senhorio)» in O Concelho de Góis, Ensaio de Reconstituição da sua História, (do Século XII ao Século XXI), Cronologia do Poder e da Sociedade, Movimento Cidadãos por Góis, Outubro de 2009, p. 108


1782/1783
“Em 1782/83, nas povoações de Cadafaz e Colmeal os agricultores resistiram colectivamente às exigências de maiores foros superiores aos determinados no foral, feitas pelos contratadores das rendas dos donatários Conde de Vila Nova.
- Cadafaz teria de passar a pagar anualmente 50 alqueires de pão e Colmeal 32, e os rendeiros passaram a exigir 459 alqueires sem que as terras de cultivo tivessem sido aumentadas.
- Os excessos de cobrança foram a ponto de um tal João Moniz, por não possuir um alqueire de pão, lhe ter sido feito pagar em dinheiro 440 reis e a Luiz Bráz 420 e a Manuel Simões 450 e a Sebastião Fróis 460 tudo no ano de 1782 em que o preço do trigo e do centeio não tinham atingido tais níveis.”

in Movimentos Populares Agrários em Portugal 1751/1807, Vol I pag.152/153. Dr. José Tengarinha

terça-feira, 12 de outubro de 2010

As jugadas

1778
Alguns agricultores das freguesias de Colmeal e Cadafaz têm-se recusado a satisfazer as jugadas que lhes estão a ser exigidas pelo ouvidor, pedindo a intervenção do donatário. Alegam que, após o falecimento de um lavrador, os herdeiros, no seu conjunto, não deveriam pagar mais do que o previsto no foral, e que se deve atender à qualidade da terra. Além de outros abusos, que se estão a cometer.

- Ramos, João Barreto Nogueira, «A dinastia dos Lencastres 1658-1832 (No tempo do senhorio)» in O Concelho de Góis, Ensaio de Reconstituição da sua História, (do Século XII ao Século XXI), Cronologia do Poder e da Sociedade, Movimento Cidadãos por Góis, Outubro de 2009, pp.107, 108



1777/1779
“Também nas freguesias de Colmeal e Cadafaz do Concelho de Góis os agricultores recusaram-se, apesar de ameaças e intimidações, a satisfazer excessivas e arbitrárias – jugadas - cobradas em cada triénio especialmente às pessoas mais pobres, e exigidas através dos feitores do donatário da Vila o Conde de Vila Nova”.

in Movimentos Populares Agrários em Portugal 1751/1807, Vol I pag.152/153. Dr. José Tengarinha

sábado, 9 de outubro de 2010

As senhoras

A foto representa 3 jovens dos anos 50/60, tirada no Santo António, pelos trajes devia ser dia de festa. 
Foto de Virgílio Lopes
Da esquerda para a direita: Deolinda Henriques (filha da Ti Júlia), Leopoldina Oliveira e Maria Silvina Martins.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Casa do Concelho de Góis - Arqueologia do Concelho de Góis

CASA DO CONCELHO DE GÓIS
- Conselho Regional -


Arqueologia
do
Concelho de Góis
 

Guardar o Passado

Olhando o Futuro

16 de Outubro de 2010

15:00



Programa


15H00 - Abertura

15H15 - Património Cultural no Município de Góis
(Dr.ª Ana Sá)

15H45 - Debate

16H00 - Um olhar diferente sobre o concelho e/ou a região de Góis
(Mestre João Simões)

16H30 - Debate

16H45 - Uma perspectiva sobre a transmissão da herança arqueológica: O caso de Góis
(Dr.ª Helena Moura)

17H15 - Debate

17H30 – Encerramento



Casa do Concelho de Góis
Rua de Santa Marta, nº 47, r/c Dtº
1150-293 LISBOA
Tel: 213 545 051
e-mail: casacgois@gmail.com



quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Olhares XIX

Andorinhas:


Insectos:






quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Folhas Soltas de Cadafaz por A.Silva

E Os Seus Retalhos Históricos – o Largo do Adro da Igreja e os Chafarizes

Em 1926, foi formada em Cadafaz uma Comissão Angariadora, cujo fim seria para custear as despesas com a construção de um chafariz (julga-se ser o primeiro) cujos elementos eram constituídos pelo então Padre António Marcelino desta paróquia, José Antunes Santos, José Simões Alves, José Maria e José Francisco Simões. Segundo doc. era composta de criaturas que mereciam muita consideração e estima.
Também em Lisboa foi formada outra comissão da qual faziam parte, João Martins Carneiro, Manuel Martins dos Santos, Luiz Martins Neves, Joaquim Santos e Manuel dos Santos.
Feita a planta e medição da nascente – Portos – até ao local onde este seria feito, no Adro e, verificados os custos, orçaria em 5.000$00 – o assunto assustou… pensava-se não ser preciso tanto. Mas com peditórios no Cadafaz em Lisboa, com o alerta que os ordenados eram baixos não seria possível aos conterrâneos contribuírem com grande importância. O certo é que o chafariz foi feito, encostado à parede da Igreja, junto às escadas da porta lateral. Doc. Trs.)
Porém, passados poucos anos, este foi retirado e construído outro em 1935, pela Liga de Melhoramentos da Freguesia de Cadafaz, ao cimo das escadas de Barroca, em mármore com duas bicas e pia.
Alguns anos depois (por obras no Largo e corte das arvores) este desapareceu e construíram um mais pequeno, encostado a uma das casinhas existentes, com um nicho de António, mas nem este lhe valeu e, em 2001, foi feito o alargamento do Adro, com demolição das restantes casas, e o chafariz dizia adeus e as suas peças depositadas ao pé do Calvário, até que a pouco e pouco foram desaparecendo. E aparece outro Fontenário embutido na grade de ferro de resguardo do largo.
Na mesma ocasião alguém decidiu fazer um em xisto, bem idealizado mas escondido, à porta da sacristia (ainda resiste).
Mas, as mudanças continuam e em 2009 tira-se a grade e Fontenário rebusca-se o que resta algures do chafariz de 1935, foi remodelado e transformado num chafariz e Monumento ao regionalismo da freguesia e colocado no local onde tinha sido feito anteriormente. – Será desta que Cadafaz entra no Livro do Guinness?...
Cadafaz, Setembro 2010
in O Varzeense de 30 de Setembro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Dia Mundial dos Animais

Hoje é o Dia Mundial dos Animais, por isso vou falar dos cães que fizeram parte da vida dos cadafazenses.
Primeiro vou falar dos cães e gatos que pertenceram à minha família, que foram: o Zorro, foi o nosso primeiro cão, tinha o nome de uma personagem de ficção dos anos 70 que passava na televisão francesa, nessa altura. Também tivemos vários gatos, o último dos quais veio connosco de França e que se chamava Jolie. A Cadete uma pequena cadela, também veio de França connosco. O meu pai, com pena dela, porque estava fechada numa capoeira de pombos e comia milho como eles, comprou-a por 25 Francos e ofereceu-a à minha mãe como prenda de Natal, nos finais dos anos 70.

Cadete

Jolie
O meu irmão teve dois cães que se chamavam Bobi e Tareco.
Desde há um ano, temos uma cadela ao qual o meu filho baptizou-a de Bolacha, e tem feito companhia à minha mãe.
Bolacha
Lembro-me de vários cães que conheci no Cadafaz e que de certeza muitos se lembrarão deles ao lerem este post, muitos mais haveria para falar mas estes é que me recordo bem deles:
O Jarreta e o Scott da Fátima, o Stop da Cila, a Faísca da família Vidal, o Piloto da tia Ilda, estes são os mais antigos.
Mais recentes mas que também já desapareceram foram: a Vodka e o Rum (mãe e filho) do Rui Pina, a Matilde da Carla Oliveira.
Hoje em dia ainda à vários cães no Cadafaz que vivem todo o ano: o Leão da D. Isilda, o Boneco da D. Lucinda, o Bruno do Álvaro, a Sagres da família Pina, a Zara e Lucky do André.
 
Leão, foto de Armindo Neves 

Boneco, foto de Armindo Neves

Bruno
 
Sagres
E há os que vêm juntamente com os donos quando eles se deslocam ao Cadafaz, tais como o Baileys, a Yara e o Twister.
Quase de certeza temos alguma história passada com esses cães.
Lembro-me por exemplo do Jarreta, podíamos lhe fazer qualquer coisa que ele deixava fazer, já com o Scott era totalmente diferente, metia respeito. 
O Jarreta no meio do João Tomás, Fátima Neves, Cila Nunes e Carla Oliveira, criança por trás?, foto de Cila Nunes
Do Jarreta lembro-me de uma vez durante uma missa ele estar ao pé do dono, no Corro da igreja e alçar a pata para o gradeamento de madeira e o chichi vir parar cá em baixo logo em cima da Ti Júlia do Virgínio. Quem não se lembra da Ti Júlia? Será escusado dizer qual não foi o barulho que ela fez em plena missa.
A Matilde uma vez foi salva pelo meu marido, de uma morte por afogamento, na Piscina do Cadafaz. Um dia ao passar ao pé da piscina, o meu marido ouviu um barulho que vinha de lá, foi ver o que era e estava lá a Matilde aflita e já quase sem forças. Ele conseguiu tirá-la da água e ela logo de seguida desapareceu.

Matilde
 Não se esqueçam de tratar bem os animais!

Data da criação do Rancho Folclórico

1937
04 de Outubro – É criado o Rancho Folclórico de Danças e Cantares da Freguesia do Cadafaz, com sede na povoação do Cadafaz. É seu principal impulsionador, Maria Amélia Conceição de Almeida Afonso Neves Nunes, do Tarrastal.

- Ramos, João Barreto Nogueira, «O Estado Novo 1926-1974 (No novo regime)» in O Concelho de Góis, Ensaio de Reconstituição da sua História, (do Século XII ao Século XXI), Cronologia do Poder e da Sociedade, Movimento Cidadãos por Góis, Outubro de 2009, p.205



domingo, 3 de outubro de 2010

Levantamento do cisma da igreja e da Freguesia de Cadafaz

1926

03 de Outubro – Por decreto do bispo-conde de Coimbra, foi levantado o cisma a que a igreja e a freguesia de Cadafaz têm estado sujeitas, desde alguns anos. A reconciliação pública foi neste dia, com manifestações de alegria da população. O padre André de Almeida Freire vai exercer, provisoriamente, a paroquialidade da freguesia.

- Ramos, João Barreto Nogueira, «O Estado Novo 1926-1974 (No novo regime)» in O Concelho de Góis, Ensaio de Reconstituição da sua História, (do Século XII ao Século XXI), Cronologia do Poder e da Sociedade, Movimento Cidadãos por Góis, Outubro de 2009, pp.196,197

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Outubro

Eu sou o Outubro,
O mês dos Outonos,
Engrosso as terras,
Proveito dos donos.

Alguns provérbios de Outubro:
- Com a vinha, em Outubro, come a cabra, engorda o boi e ganha o dono.
- Em Outubro recolhe tudo.
- Em Outubro sê prudente; guarda pão, guarda semente.
- Se as andorinhas partirem em Outubro, seca tudo.
- Em Outubro pega tudo.
- Logo que Outubro venha, procura lenha.
- Quando o Outubro for erveiro, guarda para Março o palheiro.
- Outubro chuvoso faz ano venturoso.
- Outubro quente, traz o Diabo no ventre.
- Outubro sisudo, recolhe tudo.
- Outubro suão: negaças de verão.
- Outubro: vaca para o palheiro e porco para o outeiro.
- Outubro nublado, Janeiro molhado.