terça-feira, 30 de junho de 2009

Blog sobre o Corterredor

O Blog-Corterredor começou ontem a navegar na blogosfera.
Parabéns à Eugénia Santa Cruz (minha cunhada) que já tem um blog sobre Cortecega e agora criou mais este. É de louvar.
Aos poucos a freguesia de Cadafaz vai dando conhecimento das suas belas aldeias que por vezes são esquecidas.
O endereço é o seguinte: http://eugeniasantacruz.blogspot.com

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Doente

Já se encontra, a recuperar, em sua casa, em Lisboa, o Sr. Luciano Domingos, depois de uns dias internado no hospital, em Coimbra, devido a uma pneumonia.
Votos de uma boa recuperação.

Filhoses à Fernanda

Receita:

1 – Alguidar grande
1 – Manada de sal
2 –Colheres de azeite
– Fermento derretido em água morna
2 kg – Farinha
18 – Ovos
1 – Cálice de aguardente ou Vinho do Porto
– Açúcar e canela

Bate-se os ovos com o fermento, o sal e o azeite.
Mistura-se a farinha, a aguardente ou Vinho do Porto e deixa-se levedar mais ou menos 2 horas.
Quando a massa estiver fintada já podemos começar a fazê-las.
Com um pouco de massa fazemos uma bola e depois esticamo-la. Numa fritadeira com óleo bastante quente coloca-se a massa, vira-se dos 2 lados e quando estiver frita retira-se e salpica-se com açúcar e canela.
Bom apetite!

Filhoses

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Os estabelecimentos comerciais de outrora

Num post anterior falei do café que existe no Cadafaz. Há 50 anos atrás, existiam vários estabelecimentos de comércio na aldeia. Os estabelecimentos eram os seguintes:
- Taberna do Sr. José Maria Alves Martins, mais conhecido pelo Ti Zé Tereso onde se situa actualmente a casa da Cila Nunes (era seu avó), no Adro. Aqui também, o Ti Zé Tereso, tinha as instalações do Registo Civil, fazia os assentos de nascimentos, mortes, etc. e depois disso eram enviados para Góis.
- Mercearia do Sr. Carlos Simões, nos pátios, na casa que actualmente tem um espelho.
- Taberna e mercearia da Ti Júlia Alves, esta com os anos foi passando de geração em geração, sendo o Zé e a Alice Alves os últimos a explorarem-na, na Porta Clara.
- Taberna e mercearia do Ti Zé Maria Nunes situada ao pé da Torre do Relógio.
- Loja da D. Elvira Brás, que vendia tecidos, loiças e bugigangas, na Porta Clara.
Também, havia vendedores ambulantes que vinham ao Cadafaz e um deles era da família do Pépio que vinham vender tecidos e montavam a venda no Adro.
Nas festas anuais, vinham 2 irmãs que pertenciam à Cabreira fazerem e venderem cafés, uma delas tinha um nome curioso que era A Morte, não me souberam explicar se era mesmo o nome dela ou se era alcunho.
Mais tarde o Sr. Virgílio Nunes dos Reis, abriu uma mercearia no Santo António, que funcionou até ao seu falecimento. O Sr. Carlos Henriques e o Fernando Pires, meu irmão, mais tarde voltaram a abrir a mercearia.
Hoje em dia, o Cadafaz não tem nenhum estabelecimento de mercearia aberto. Mas durante a semana, são vários os comerciantes ambulantes, que se deslocam para venderem os seus produtos.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Festa em Honra de Nª Senhora de Fátima em 2007

Em Maio de 2007, o Cadafaz fez uma procissão nocturna em Honra de Nossa Senhora de Fátima.
Ficam aqui 2 fotos que me foram enviadas:

Foto de Virgílio Lopes

Foto de Virgílio Lopes

terça-feira, 23 de junho de 2009

Cancelamento da ida do rancho folclórico a Lisboa

Foi com pena, que soube que o rancho folclórico já não se desloca no próximo fim-de-semana à Feira Internacional de Artesanato, em Lisboa. Esta decisão nada tem a ver com o rancho, mas sim com quem os convidou a estarem presentes.
Fica para a próxima, haverá mais oportunidades!

Caminhos limpos

No post “As 3 nascentes de água” tinha lamentado os caminhos estarem cheios de ervas, quando estive no Cadafaz no fim-de-semana prolongado, os caminhos já tinham sido limpos pela junta de freguesia, aproveitei para dar uns passeios por eles.
Deixo aqui umas fotos de alguns caminhos:

Estrada que passa na Fonte

Cruzamento da estrada antiga que vai para a Sandinha e da que segue para a Candosa

Quelha da Portela e o nascente da Fonte do Sapo

Quelha da Portela

domingo, 21 de junho de 2009

Como nasceu a União Recreativa do Cadafaz

Nas minhas pesquisas sobre o Cadafaz, foi-me dado pelo Sr. Virgílio Lopes, o livro da comemoração dos 25 anos da União Recreativa do Cadafaz , que hoje tem 47 anos. Desde a sua constituição, a União Recreativa teve a preocupação de desenvolver a aldeia.
Aos poucos irei colocar as acções que a União foi fazendo nos primeiros 25 anos (para mim foram os seus anos áureos).
Começo pelo nascimento da colectividade:


PASSADO …

O Regionalismo Goeinse, em cujo movimento se integra a união Recreativa do Cadafaz, ganha contornos no final da década de 20 início dos anos 30.
Na sua génese está a elevada migração de goienses para Lisboa, que teve lugar na época, resultado da procura de melhores condições de vida nos centros urbanos, mais dinâmicos no processo de industrialização.
A forma como se deu essa deslocação, marcada fortemente por laços familiares, criou assim núcleos significativos de goienses em bairros envolventes ao Porto de Lisboa, então em fase de expansão e grande centro empregador directo ou indirecto, o Bairro Alto, Alfama, Mouraria.
É significativo que um inquérito recente, integrado no Projecto de Recuperação de Alfama promovido pela Câmara de Lisboa conclua que mais de 60% da população local tenha tido origens nos concelhos de Pampilhosa da Serra, Gois e Arganil. Vamos assim encontrar núcleos populacionais, importantes oriundos da mesma área geográfica o que permitiu a manutenção de uma forte coesão cultural, de uma identidade regional que acabou por ser determinante para formas de organização associativas (Casa da Comarca de Arganil, União Progressiva da Freguesia de Colmeal, Liga de Melhoramentos da Freguesia de Cadafaz), impulsionadas por elementos culturalmente e financeiramente mais desenvolvidos e em torno dos quais se gerava a migração, porquanto eram os conselheiros e muitas vezes o centro empregador das populações que abandonavam as aldeias, maioritariamente chefes de família que aqui procuravam encontrar formas de dignificar a vida das suas famílias e a sua valorização profissional.
Foram estas estruturas associativas, que integrando elementos de várias aldeias, iniciaram aquilo que mais tarde se designou por movimento regionalista.
A sua actividade central cedo ficou marcada por iniciativas que visavam contribuir para o desenvolvimento das terras de origem. Por um lado um conjunto de acções junto de ministérios, procurando jogar conhecimentos e influências regionais no processo que conduzia à dotação de verbas para execução de obras nos concelhos pobres do interior, por outro lado acções directas junto das comunidades através de subscrições públicas ou realização de festas para angariação de fundos, permitindo uma componente executiva na realização de parte dos melhoramentos de carácter social promovidos nas aldeias respectivas.
O processo foi de tal forma dinâmico, que as estruturas associativas, inicialmente com uma vasta zona geográfica de influência, não conseguiam dar resposta, às aspirações das populações de todas as aldeias, que tomando o exemplo, acabaram por conduzir à descentralização e à generalização de constituição de colectividades regionalistas, quase se poderá dizer, em todas as comunidades das várias aldeias do concelho.
A União Recreativa do Cadafaz, vai surgir integrada neste movimento descentralizador, seguindo a dinâmica desencadeada nas outras aldeias da freguesia e procurando um espaço próprio de intervenção, já que a Liga de Melhoramentos da Freguesia desenvolvia uma acção alargada a todas as aldeias da freguesia, portanto de âmbito muito vasto.
A manutenção do posto dos CTT em Cadafaz, vem a estar na base da constituição de uma colectividade pela comunidade cadafazense, com o objectivo de assegurara verbas para o pagamento de uma mensalidade ao encarregado do referido posto.
«… parece-me um pouco tarde, mas, com boa vontade, iniciativas e boas directrizes, ainda muito se poderá fazer em prol dum pedaço da nossa freguesia que tem estado em apatia sonolenta e mais vale tarde do que nunca…»
António Afonso de Almeida Neves, Carcavelos, 12 de Janeiro de 1961
União Recreativa do Cadafaz, 25 anos da União Recreativa do Cadafaz 1962-1987, Lisboa, 1987

sexta-feira, 19 de junho de 2009

Cadafaz nos anos 70

Foto de Virgílio Lopes, tirada da Boiça em Abril de 1971
Foto de Olinda Simões, tirada da Portela nos anos 70

Postal de Olinda Simões, sobre Cadafaz, o Castelejo e Rio Ceira na Cabreira,
edição da Câmara Municipal de Góis

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Olhares X

Outros Olhares:

Videira numa casa de arrecadação

Vista dos castanheiros do Covão da Rua D. Afonso Henriques

Casa sem telhado

Nevoeiro no Vale do Ceira

Parque Eólico de Cadafaz