sábado, 15 de janeiro de 2011

Olhares XX

Inverno no Cadafaz:






quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Obras de restauração na Igreja

Já concluíram as obras de restauração no interior da igreja, mais propriamente na capela-mor. O tecto foi restaurado e o chão foi envernizado. O custo das obras ficou a cargo do Sr. Silvério Carneiro Martins.







quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Folhas Soltas de Cadafaz por A.Silva

A mulher mais ignorada foi certamente a do Mundo Rural


Quando nos referimos a pessoas de mérito quer por feitos patrióticos, artísticos, literários ou até por ter conseguido sobrelevar o seu nome destaca-se quase sempre – o Homem – . Talvez porque a mulher, segundo parece, esteve sempre relegada para segundo plano. Inclusivamente segundo o direito Romano, à mulher apenas competia a casa e filhos, sem participação em quaisquer outros actos comunitários ou administrativos.
Mas nem em todas as épocas foi assim, verifica-se que no séc. XII/XIII a mulher já tinha um papel importante em países mais avançados. Em Paris já havia mulheres formadas, professoras, médicas, advogadas, etc. Também nas Abadias e Conventos ensinavam a leitura, coser e bordar. Mas foi também nesta altura que o Papa Bonifácio decide clausura total às monjas sem intervenção no mundo rural. Sendo depois S. Vicente de Paulo que no sentido destas poderem prestar assistência aos necessitados passaram a ser tratadas como Freiras e não religiosas.
No que se refere ao matrimónio principalmente entre a nobreza ou grandes senhores os casamentos já eram destinados quase quando as crianças ainda estavam no berço, isto para se agregarem as grandes heranças. Só no Séc. XVII a mulher toma o nome do marido. E falando da nobreza no que se refere ao nosso País encontramos muitas obras feitas por algumas das nossas Rainhas e que ainda hoje perduram como por exemplo – a Rainha D. Leonor, esposa de D. João II que fundou o Convento da Madre de Deus e o Hospital das Caldas da Rainha.
Na Misericórdia, que logo a seguir se expandiram por todo o País (60), a Rainha D. Maria I, fundou a Casa Pia de Lisboa, a Academia de Ciências e a Biblioteca Nacional, entre outras. Mas nem só as que deixaram grandes e valiosos espólios são dignas de renome, muitas foram as que saltando a barreira de reconhecimento que as separava deram grande contributo ao nosso país e uma delas foi na defesa de Lisboa em 1384 e 1580 (ver Conq. de Lisboa por R. Valad.) e em 1846 a Maria da Fonte no Minho. Muitas outras se tem destacado ao longo dos anos nos diversos cargos e formações mas parece que a sua lembrança se vai perdendo com o tempo.
- Mas a razão do meu artigo não era relembrar as que já fazem parte das enciclopédias, mas sim as mulheres que nunca foram reconhecidas ou seja a Mulher Rural – apesar de uma grande percentagem não ter tido o direito à escola, (dizia-se não ser necessário a mulher aprender a ler ou escrever) elas também eram inteligentes e tinham sonhos e esperança como qualquer ser humano, aliás sempre deram a sua valiosa contribuição quer no agregado familiar, ou no campo ou até em qualquer outro recurso que ajudasse a superara as dificuldades consoante as épocas.
Sem meios de assistência humano e cujo contributo para a sua alimentação e de todos os seus só provinha do árduo trabalho do campo. Pelo que, muitos dos homens abandonaram a aldeia e a família na esperança de conseguirem algumas economias, o que nem sempre acontecia, regressavam doentes e sem dinheiro.
A confirmar este pequeno resumo rural, descreverei um apontamento verbal e verídico contado por uma Mulher que, tal como muitas outras, sentiu o peso do seu mundo rural: “- levantava-se muito cedo de Verão ou Inverno, fazia a “dejua” para o marido e filhos, tratava dos animais domésticos (às vezes a essa hora já tinha amassado e colocado no forno uma fornada de broa), arranjava uma merenda e seguia com os pequenos para a fazenda, cavar regar ou outro qualquer serviço, ao mesmo tempo ia vigiando a cesta onde estava o pequerrucho mais novo, isto até ao sol posto. No regresso com a cesta à cabeça com alguma coisa de legumes ou lenha para a fogueira e na abada um filho e outro pela mão. Embora tarde ainda tinha de tratar de tudo e fazer o caldo com mais qualquer coisa, dinheiro não havia, as colheitas mal davam para o governo da casa. As sardinhas, de vez em quando, e eram partidas ao meio etc. etc.” – A verdade que conseguiu superar tudo isto e criar 6 filhos. Hoje a sua memória está intacta de recordações, que ao ouvi-las nos fazem reflectir… como era possível viver com tão pouco – se hoje temos tudo e não somos felizes?
Resta-me dedicar este artigo a todas as mulheres desta aldeia que conheci ou que infelizmente ainda se encontram entre nós – Elas foram um exemplo de Força e Coragem.
in O varzeense de 30 de Dezembro de 2010

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Janelas da Casa de Convívio

Finalmente, a Casa de Convívio já tem janelas novas!



Foram colocadas uns dias antes do dia 18 de Dezembro, faltando agora só colocar 2 novas janelas.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Vídeos do Grupo de Concertinas Sons da Serra e da Tocata do Rancho Folclórico do Cadafaz

Deixo uma amostra da actuação do Grupo de Concertinas Sons da Serra:  


e uma amostra da Tocata do Rancho Folclórico do Cadafaz:






quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Presépio de Terra em Góis



Hoje é dia de Reis, por isso coloco uma foto que tirei ao Presépio que está no Largo Francisco Inácio Dias Nogueira, mais conhecido por Largo do Pombal, em Góis.
O presépio é constituído pelo Menino Jesus, Virgem Maria, S. José, uma vaca, um jumento, um anjo, pastores, ovelhas e os Reis Magos, foi esculpido pelo escultor Camarro, durante 34 dias, e é o maior exemplar feito no país apenas por um só artista, segundo informação retirada do site da Câmara Municipal de Góis.









 


quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Almoço de Natal da União Recreativa do Cadafaz e do Rancho Folclórico

Panorâmica da sala

A seguir à inauguração, a comitiva seguiu para a Casa de Convívio, onde se realizou o almoço, que foi servido pelo Restaurante A Saborosa.
A sala foi decorada com mesas redondas, que foram nomeadas com locais do Cadafaz, o que tornou o ambiente muito acolhedor.

  

  

  

  

   

   

   

             
A seguir ao almoço o Grupo Concertinas Sons da Serra, do concelho de Oliveira do Hospital, animou os presentes trazendo bons momentos de animação.





Numa pausa, para o Grupo de Concertinas descansar, o Sr. Armindo Neves tomou a palavra por alguns momentos para informar que com este almoço terminava um ciclo, visto que para o próximo ano iria haver eleições para eleger uma nova direcção e apelou aos jovens para se unirem e fazerem parte da nova direcção. Agradeceu a todos por estarem presentes, dizendo que várias pessoas vieram de diversos locais do país e pediu uma salva de palmas para o Grupo Sons da Serra que vieram animar a tarde de forma gratuita.


A seguir, decorreu um pequeno leilão que foi muito concorrido, o “Zé Grelo” do Rádio Clube de Arganil também ajudou nas entregas das ofertas.




O Mário Neves, em nome do Rancho, também agradeceu a presença de todos.


A seguir a Tocata do Rancho Folclórico fez uma pequena actuação, onde tocou o tradicional Fado Serrano e a Pomba.


Na rua, à porta da extensão do Futuro Lar do Cadafaz foi acesa uma fogueira que esteve a arder toda à tarde, onde de vez enquanto algumas pessoas se juntavam para dois dedos de conversa.



terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Inauguração de lápide na sede da União Recreativa do Cadafaz


No sábado, dia 18 de Dezembro de 2010, decorreu o almoço de Natal da União Recreativa do Cadafaz e do Rancho Folclórico.
Antes do almoço, na sede da União Recreativa foi descerrada uma lápide em homenagem aos sócios e dirigentes da colectividade desde a sua fundação, que foi no ano de 1962, até esta data.
Para esse efeito, estiveram presentes alguns elementos da direcção da União.

Sr. Casimiro Vicente, Sr. Armindo Neves e Sr. Engº Carlos Martins, elementos da Direcção da U.R.C.

O Sr. Armindo Neves, presidente a União Recreativa do Cadafaz, disse algumas palavras onde mencionou que desde novo já fazia parte da União, vendendo rifas em Coimbra. A seguir tomou a palavra o Sr. Engº Carlos Martins, presidente da Assembleia Geral, que falou das pessoas que fizeram parte no inicio da colectividade, e que despenderam muito tempo, descuidando o lado familiar, lembrando que ainda criança ia com o pai para as reuniões na Casa do Concelho de Góis. Chamou a atenção para as autarquias darem atenção a certos edifícios, como o lavadouro, que está muito degradado, e à carreta que está ao abandono, concluiu que é preciso saber preservar as coisas, que tanto trabalho deram aos antigos dirigentes.



A lápide foi de seguida descerrada, pelo Presidente da União e pelo Presidente da Assembleia Geral.


Também estavam expostas algumas fotos que retratavam alguns locais e pessoas da Freguesia do Cadafaz.









segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Janeiro

Algumas quadras retiradas de antigos Borda d’ Água:


Janeiro mês do luar,
Onde os sonhos e fantasias,
Dão as mãos e vão falar,
Nas noites belas mas frias .

Branco branco é o luar,
Deste mês tão orvalhado,
Lindo como o teu olhar,
Janeiro sempre estrelado.

Ó frio de Janeiro,
Como é belo o teu luar,
Quem me dera ser poeta,
P’ra tua beleza cantar.

É o frio mês de Janeiro,
O primeiro a chegar,
E vem sempre acompanhado,
Pelas noites de luar,
E é também em Janeiro,
Que os reis costumam chegar.