segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Resultados das Eleições Presidenciais 2011 na Freguesia do Cadafaz



ANIBAL CAVACO SILVA – 62,04% (67 votos)
MANUEL ALEGRE – 26,85% (29 votos)
FERNANDO NOBRE – 7,41% (8 votos)
JOSÉ MANUEL COELHO – 1,85% (2 votos)
FRANCISCO LOPES – 1,85% (2 votos)
DEFENSOR MOURA – 0% (0 votos)

ABSTENÇÃO – 54,47% (140)
VOTANTES – 45,53% (117)
NULOS – 4,27% (5)
BRANCOS – 3,42% (4)


Folhas Soltas de Cadafaz por A.Silva

Despedida ou Continuidade? – Isto porque creio ser a primeira vez a realização de uma festa de Natal em Cadafaz. É verdade, e devo salientar que foram momentos de convívio a não esquecer, embora com a persistente saudade dos muitos Cadafazenses que foram desaparecendo ao longo dos anos, e também pela ausência da comunidade que pelas suas razões particulares não estavam presentes.
No entanto, a Casa de Convívio de Cadafaz mais uma vez mostrou a razão da sua existência e esteve repleta, muito principalmente de pessoas vindas de outros locais e que nos deram o privilégio da sua companhia, quase sem os conhecer acabamos por nos sentir em família. Aliás, era esse o lema dos Cadafazenses de antigamente.
Também o requinte na boa organização dos serviços e das entidades que fizeram a promoção – Rancho Folclórico e União Recreativa – são dignos de enaltecimento.
Não esquecendo o Conjunto dos Sons da Serra, cujo elenco primorosamente organizado e ensaiado nos fez ficar de olhos e ouvidos atentos ao palco. Seria bom que outros grupos lhes seguissem a Mestria.
- No mesmo dia, 18 de Dezembro de 2010, foi também descerrada uma placa de homenagem aos dirigentes, sócios e amigos da união Recreativa de Cadafaz no átrio da sede da União. Feito este que nos fez reviver, pois é sinal, que afinal a colectividade ainda “mexe”, no entanto foi pena que cerimónia tão significativa não tivesse mais destaque na comparência de outras entidades e presença de sócios, principalmente ainda de alguns dos fundadores, sendo eles os principais pioneiros das grandes obras e das grandes dificuldades para a sua a sua obtenção, algumas das quais ainda hoje são imprescindíveis. Portanto nunca será demais a sua presença e reconhecimento.
- No mesmo local – átrio da sala – esteve patente uma mostra fotográfica de Armindo Neves, mas também aqui se perdeu uma oportunidade do conhecimento de belas paisagens que ainda se encontram nesta Aldeia e recordar os engenhos artesanais que fizeram parte da vida de muitas gerações.
Poucos a teriam visto devido ao espaço exíguo e foi pena.
No entanto, a intenção é tudo e conseguiram dar um pouco de vida a esta aldeia, que tão esquecida tem sida.
Cadafaz, Janeiro de 2011
in O Varzeense de 15 de Janeiro de 2011

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Alminhas de Emília Alves

Na estrada do Porto Pireiro estão as Alminhas de Emília Alves, mandadas construir por prometimento.










quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Foto tirada em Agosto de 1972

Nesta foto, tirada no Santo António, está um grupo de jovens, mas infelizmente não consigo reconhecer ninguém, a não ser o Ti Hipólito que está vestido com a camisa verde.
Obrigada Cila pela ajuda. Aqui ficam os nomes das pessoas:
Em pé da esquerda: Ti Hipólito Neves (camisa verde) os 3 rapazes seguintes são de Arganil ou de Pessegueiro (na altura faziam parte da equipe de futebol do Cadafaz),  Manuel Neves da Cabreira, Elisabete Nunes, Cila Nunes, Eneida Nunes, Mª Amélia Lopes e Celeste (filha do José Joaquim).
Em Baixo: Luís do Corterredor ( filho da D. Emília), a seguir ?, Mário Nunes, Mena e o irmão Carlos (o pai deles é do Tarrastal).
Foto de Cila Nunes

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Preparação do Bodo

Dia 20 de Janeiro é dia do Mártir São Sebastião, dia de Bodo. Este ano o Bodo será no próximo domingo, dia 23, às 9 horas será a bênção das castanhas, a seguir será celebrada missa seguida de procissão e por fim a distribuição do Bodo às pessoas presentes nesse dia.
Se ainda não conhece esta tradição carregue no link que o vai levar ao post que fiz o ano passado sobre o Bodo:
http://cadafaz-gois.blogspot.com/2010/01/o-bodo.html

Mordomos do Cadafaz:
Américo Antunes
José António Gomes (substituto do Álvaro Martins)
Juiz do Bodo:
Mário Neves

Antes do dia 23, ainda houve algum trabalho a fazer pela parte dos mordomos do Cadafaz.

A secagem das castanhas
O Américo Antunes começou a secar as castanhas no mês de Novembro e só na última semana de Dezembro é que foram pisadas. Todos os dias fazia uma fogueira em que durante várias vezes ao dia tinha de ir colocando lenha para manter o lume acesso.

O Américo a colocar lenha

Ao cimo o caniço com as castanhas a secarem

Uma vez por dia as castanhas tinham de ser mexidas para irem bem secando.

As castanhas a secarem
O Américo a mexer as castanhas
O pisar das castanhas
Quando as castanhas já estão bem secas (piladas) podem ser pisadas.

A juntar as castanhas para serem pisadas
São colocadas num cesto e são pisadas com as botas. De vez em quando abana-se o cesto para as cascas se irem soltando, a isto chama-se esquivar as castanhas, e volta-se a pisar novamente até estarem quase todas soltas da casca.

O Zé António a pisar as castanhas
A esquivar as castanhas


Este serviço é demoroso e cansativo, porque só se trabalha com os pés e é preciso fazer força, por isso no final houve um lanche ajantarado no Café, onde todos pudemos recuperar forças.
Noutros tempos quando havia muita gente para receber o Bodo, era preciso muitas castanhas, os mordomos passavam uma tarde inteira ou mais a pisa-las.

Uma parte das castanhas pisadas

Agora só falta cozer as castanhas, que é feito no dia anterior da entrega do Bodo.
Provei as castanhas piladas e posso dizer que estavam muito boas. Se as quiser também provar, só tem de aparecer no Cadafaz dia 23 a partir das 9 horas.

Video da pisagem das castanhas:

sábado, 15 de janeiro de 2011

Olhares XX

Inverno no Cadafaz:






quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Obras de restauração na Igreja

Já concluíram as obras de restauração no interior da igreja, mais propriamente na capela-mor. O tecto foi restaurado e o chão foi envernizado. O custo das obras ficou a cargo do Sr. Silvério Carneiro Martins.







quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Folhas Soltas de Cadafaz por A.Silva

A mulher mais ignorada foi certamente a do Mundo Rural


Quando nos referimos a pessoas de mérito quer por feitos patrióticos, artísticos, literários ou até por ter conseguido sobrelevar o seu nome destaca-se quase sempre – o Homem – . Talvez porque a mulher, segundo parece, esteve sempre relegada para segundo plano. Inclusivamente segundo o direito Romano, à mulher apenas competia a casa e filhos, sem participação em quaisquer outros actos comunitários ou administrativos.
Mas nem em todas as épocas foi assim, verifica-se que no séc. XII/XIII a mulher já tinha um papel importante em países mais avançados. Em Paris já havia mulheres formadas, professoras, médicas, advogadas, etc. Também nas Abadias e Conventos ensinavam a leitura, coser e bordar. Mas foi também nesta altura que o Papa Bonifácio decide clausura total às monjas sem intervenção no mundo rural. Sendo depois S. Vicente de Paulo que no sentido destas poderem prestar assistência aos necessitados passaram a ser tratadas como Freiras e não religiosas.
No que se refere ao matrimónio principalmente entre a nobreza ou grandes senhores os casamentos já eram destinados quase quando as crianças ainda estavam no berço, isto para se agregarem as grandes heranças. Só no Séc. XVII a mulher toma o nome do marido. E falando da nobreza no que se refere ao nosso País encontramos muitas obras feitas por algumas das nossas Rainhas e que ainda hoje perduram como por exemplo – a Rainha D. Leonor, esposa de D. João II que fundou o Convento da Madre de Deus e o Hospital das Caldas da Rainha.
Na Misericórdia, que logo a seguir se expandiram por todo o País (60), a Rainha D. Maria I, fundou a Casa Pia de Lisboa, a Academia de Ciências e a Biblioteca Nacional, entre outras. Mas nem só as que deixaram grandes e valiosos espólios são dignas de renome, muitas foram as que saltando a barreira de reconhecimento que as separava deram grande contributo ao nosso país e uma delas foi na defesa de Lisboa em 1384 e 1580 (ver Conq. de Lisboa por R. Valad.) e em 1846 a Maria da Fonte no Minho. Muitas outras se tem destacado ao longo dos anos nos diversos cargos e formações mas parece que a sua lembrança se vai perdendo com o tempo.
- Mas a razão do meu artigo não era relembrar as que já fazem parte das enciclopédias, mas sim as mulheres que nunca foram reconhecidas ou seja a Mulher Rural – apesar de uma grande percentagem não ter tido o direito à escola, (dizia-se não ser necessário a mulher aprender a ler ou escrever) elas também eram inteligentes e tinham sonhos e esperança como qualquer ser humano, aliás sempre deram a sua valiosa contribuição quer no agregado familiar, ou no campo ou até em qualquer outro recurso que ajudasse a superara as dificuldades consoante as épocas.
Sem meios de assistência humano e cujo contributo para a sua alimentação e de todos os seus só provinha do árduo trabalho do campo. Pelo que, muitos dos homens abandonaram a aldeia e a família na esperança de conseguirem algumas economias, o que nem sempre acontecia, regressavam doentes e sem dinheiro.
A confirmar este pequeno resumo rural, descreverei um apontamento verbal e verídico contado por uma Mulher que, tal como muitas outras, sentiu o peso do seu mundo rural: “- levantava-se muito cedo de Verão ou Inverno, fazia a “dejua” para o marido e filhos, tratava dos animais domésticos (às vezes a essa hora já tinha amassado e colocado no forno uma fornada de broa), arranjava uma merenda e seguia com os pequenos para a fazenda, cavar regar ou outro qualquer serviço, ao mesmo tempo ia vigiando a cesta onde estava o pequerrucho mais novo, isto até ao sol posto. No regresso com a cesta à cabeça com alguma coisa de legumes ou lenha para a fogueira e na abada um filho e outro pela mão. Embora tarde ainda tinha de tratar de tudo e fazer o caldo com mais qualquer coisa, dinheiro não havia, as colheitas mal davam para o governo da casa. As sardinhas, de vez em quando, e eram partidas ao meio etc. etc.” – A verdade que conseguiu superar tudo isto e criar 6 filhos. Hoje a sua memória está intacta de recordações, que ao ouvi-las nos fazem reflectir… como era possível viver com tão pouco – se hoje temos tudo e não somos felizes?
Resta-me dedicar este artigo a todas as mulheres desta aldeia que conheci ou que infelizmente ainda se encontram entre nós – Elas foram um exemplo de Força e Coragem.
in O varzeense de 30 de Dezembro de 2010

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Janelas da Casa de Convívio

Finalmente, a Casa de Convívio já tem janelas novas!



Foram colocadas uns dias antes do dia 18 de Dezembro, faltando agora só colocar 2 novas janelas.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Vídeos do Grupo de Concertinas Sons da Serra e da Tocata do Rancho Folclórico do Cadafaz

Deixo uma amostra da actuação do Grupo de Concertinas Sons da Serra:  


e uma amostra da Tocata do Rancho Folclórico do Cadafaz: